domingo, 11 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008

DEUS QUER FALAR COM VOCÊ
Ninguém mais que Nossa Senhora ouviu a Deus
Estamos num mundo marcado por muitos avanços científicos e tecnológicos, e o ser humano, enquanto pessoa, tem ficado esquecido. As pessoas nunca têm tempo; mesmo os que não têm grandes responsabilidades sobre suas costas estão sempre entretidos com alguma coisa, todo mundo corre, quase ninguém pára, e as pessoas já não sabem mais ouvir.
Com a imprensa, o rádio, a televisão e agora também a internet, a quantidade de informações descarregadas sobre cada um é alucinante; em toda parte, há muito barulho, todo mundo fala...o ouvido vai ficar calejado. Fala-se muito de coisas que nos cercam e muito pouco do que está dentro do nosso coração. A verdade é que “desaprendemos” a arte de escutar. Se não conseguimos dar ouvidos à pessoa que está perto de nós, que vemos e que tocamos, como poderemos escutar a Deus, cuja voz não impressiona os tímpanos?
Se um homem deixa o barulho e a agitação do mundo e procura no silêncio o seu descanso, Deus se manifesta para ele. O Senhor prefere se mostrar na suavidade da brisa a se mostrar no estardalhaço do trovão.
Na oração, Deus fala, escuta, mas também tem o que dizer a você, a min, a nós. Deus é o absoluto, quando Ele se manifesta, a melhor oração que podemos fazer é calar. Quando o homem cala, Deus fala.
Assim em nossa oração, devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para nos colocar na presença de Deus, que já estava ali à nossa espera. E quando percebemos que nos aproximamos do Senhor e estamos diante d’Ele, devemos calar porque as palavras já não são necessárias; então podemos contemplar e ser contemplados.
Não temos idéia do quanto Deus nos cura e liberta neste momento de silêncio, quando só o amor transita.
Ninguém mais que Nossa Senhora ouviu a Deus, porque ninguém tanto quanto Ela se calou. Muitos acham que a Virgem Maria não é importante, pois as Sagradas Escrituras mostram que Ela quase não se pronunciou. Não percebem que é justamente aí que reside a importância dela. Quando ninguém deu lugar ao seu Filho para nascer, Ela se calou; entre os doutores e diante da cruz, Ela também se calou. Ela sabia que a vitória que temos sobre o sofrimento está no silêncio. Quem se cala ante o sofrimento guarda só para Deus o perfume desse sacrifício; quem fala, dissipa-o.
Nossa Senhora falou pouco, mas quando abriu a boca a criação estremeceu. João Batista foi um exemplo do que aconteceu com a humanidade.
Que o Espírito Santo nos coloque no coração o desejo de guardar o silêncio sagrado, o mesmo que Maria honrou e guardou – tornando-se a mestra, a educadora de todos os que de longe perceberam a profundidade desse mistério e agora anseiam por penetrá-lo!
Dê-nos, ó Senhor, um anjo para nos guardar neste bom propósito.
(Artigo extraído do livro “Quando só Deus é a resposta”)
Ninguém mais que Nossa Senhora ouviu a Deus
Estamos num mundo marcado por muitos avanços científicos e tecnológicos, e o ser humano, enquanto pessoa, tem ficado esquecido. As pessoas nunca têm tempo; mesmo os que não têm grandes responsabilidades sobre suas costas estão sempre entretidos com alguma coisa, todo mundo corre, quase ninguém pára, e as pessoas já não sabem mais ouvir.
Com a imprensa, o rádio, a televisão e agora também a internet, a quantidade de informações descarregadas sobre cada um é alucinante; em toda parte, há muito barulho, todo mundo fala...o ouvido vai ficar calejado. Fala-se muito de coisas que nos cercam e muito pouco do que está dentro do nosso coração. A verdade é que “desaprendemos” a arte de escutar. Se não conseguimos dar ouvidos à pessoa que está perto de nós, que vemos e que tocamos, como poderemos escutar a Deus, cuja voz não impressiona os tímpanos?
Se um homem deixa o barulho e a agitação do mundo e procura no silêncio o seu descanso, Deus se manifesta para ele. O Senhor prefere se mostrar na suavidade da brisa a se mostrar no estardalhaço do trovão.
Na oração, Deus fala, escuta, mas também tem o que dizer a você, a min, a nós. Deus é o absoluto, quando Ele se manifesta, a melhor oração que podemos fazer é calar. Quando o homem cala, Deus fala.
Assim em nossa oração, devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para nos colocar na presença de Deus, que já estava ali à nossa espera. E quando percebemos que nos aproximamos do Senhor e estamos diante d’Ele, devemos calar porque as palavras já não são necessárias; então podemos contemplar e ser contemplados.
Não temos idéia do quanto Deus nos cura e liberta neste momento de silêncio, quando só o amor transita.
Ninguém mais que Nossa Senhora ouviu a Deus, porque ninguém tanto quanto Ela se calou. Muitos acham que a Virgem Maria não é importante, pois as Sagradas Escrituras mostram que Ela quase não se pronunciou. Não percebem que é justamente aí que reside a importância dela. Quando ninguém deu lugar ao seu Filho para nascer, Ela se calou; entre os doutores e diante da cruz, Ela também se calou. Ela sabia que a vitória que temos sobre o sofrimento está no silêncio. Quem se cala ante o sofrimento guarda só para Deus o perfume desse sacrifício; quem fala, dissipa-o.
Nossa Senhora falou pouco, mas quando abriu a boca a criação estremeceu. João Batista foi um exemplo do que aconteceu com a humanidade.
Que o Espírito Santo nos coloque no coração o desejo de guardar o silêncio sagrado, o mesmo que Maria honrou e guardou – tornando-se a mestra, a educadora de todos os que de longe perceberam a profundidade desse mistério e agora anseiam por penetrá-lo!
Dê-nos, ó Senhor, um anjo para nos guardar neste bom propósito.
(Artigo extraído do livro “Quando só Deus é a resposta”)
Nosso Deus não é um Deus castigador

Nosso Deus não é um Deus castigador
Preciso lhe explicar que a ligação entre pecado e doença não é aquela que a nossa cabeça nos mostra. Quantas pessoas pensam que estão doentes porque Deus as castigou. Quem nunca pensou que as doenças e males da sua vida e do mundo são frutos do castigo divino?O nosso Deus não é um Deus castigador! O que acontece é que infelizmente os nossos pecados, muitas vezes, diretamente já nos causam doenças e problemas. Por exemplo, a pessoa que nutre raiva e rancor acaba com seu fígado, seu estômago, seu sistema circulatório. É uma ligação direta, porque não fomos feitos para odiar.Você entendeu? Não é Deus que nos castigou, mas nós que, ao vivermos sentimentos e atitudes negativas, damos brecha para o inimigo entrar.Por isso, vamos nos decidir: Pecado na minha vida, nunca mais! Se eu pecar, não vou ficar nenhum dia em pecado. Vou reconhecer logo a minha culpa e vou me apresentar ao Senhor. Vou me apresentar ao meu Deus, meu Senhor, que é amor, misericórdia e perdão. E na hora em que eu reconhecer isso e me apresentar a Ele eu serei perdoado. É claro que se for um pecado grave, será preciso passar pelo sacramento da confissão. Dessa forma, eu tenho não somente o perdão de Deus, mas um "documento" que prova que Deus me perdoou. A confissão garante o perdão que você adquire ao reconhecer seu pecado. Não perca tempo. Reconheça-o o mais rápido possível e receba do Senhor a plena purificação dos seus pecados. Apresente-se ao Senhor para viver uma vida nova.
Preciso lhe explicar que a ligação entre pecado e doença não é aquela que a nossa cabeça nos mostra. Quantas pessoas pensam que estão doentes porque Deus as castigou. Quem nunca pensou que as doenças e males da sua vida e do mundo são frutos do castigo divino?O nosso Deus não é um Deus castigador! O que acontece é que infelizmente os nossos pecados, muitas vezes, diretamente já nos causam doenças e problemas. Por exemplo, a pessoa que nutre raiva e rancor acaba com seu fígado, seu estômago, seu sistema circulatório. É uma ligação direta, porque não fomos feitos para odiar.Você entendeu? Não é Deus que nos castigou, mas nós que, ao vivermos sentimentos e atitudes negativas, damos brecha para o inimigo entrar.Por isso, vamos nos decidir: Pecado na minha vida, nunca mais! Se eu pecar, não vou ficar nenhum dia em pecado. Vou reconhecer logo a minha culpa e vou me apresentar ao Senhor. Vou me apresentar ao meu Deus, meu Senhor, que é amor, misericórdia e perdão. E na hora em que eu reconhecer isso e me apresentar a Ele eu serei perdoado. É claro que se for um pecado grave, será preciso passar pelo sacramento da confissão. Dessa forma, eu tenho não somente o perdão de Deus, mas um "documento" que prova que Deus me perdoou. A confissão garante o perdão que você adquire ao reconhecer seu pecado. Não perca tempo. Reconheça-o o mais rápido possível e receba do Senhor a plena purificação dos seus pecados. Apresente-se ao Senhor para viver uma vida nova.
Monsenhor Jonas Abib
Coloque o seu pecado no fogo do amor de Deus

Coloque o seu pecado no fogo do amor de Deus
A coisa mais preciosa que Deus nos deu é a nossa inteligência. Contudo, junto com os nossos pensamentos estão nossos sentimentos e nossas emoções conspirando contra nós.O Senhor nos perdoa, porque faz parte da essência d'Ele ser amor, misericórdia e perdão. E exatamente por essa razão, é só nos aproximarmos d'Ele que essas virtudes já começam a acontecer em nossas vidas. No entanto, enquanto guardamos o pecado para nós e ficamos remoendo o sentimento de culpa, dando justificativas e não tomamos a decisão de nos confessar ao Senhor, ele [pecado] continua em nós. Dessa forma, a verdade não está em nós. E ainda acusamos Deus de nos ter abandonado. Coloque o seu pecado e o seu sentimento de culpa no fogo do amor e da misericórdia de Deus!
Às vezes, somos tolos e não nos perdoamos mesmo depois de já termos sido perdoados. Ficamos nos sentindo sujos com o resto do pecado e essa sujeira fica agarrada em nós, enquanto o nosso Deus é amor, misericórdia! Não ande mais com essa sujeira!
Lave tudo, tire toda a sujeira e todo o resto do pecado que ficou em você, confessando-se e arrependendo-se verdadeiramente.
A coisa mais preciosa que Deus nos deu é a nossa inteligência. Contudo, junto com os nossos pensamentos estão nossos sentimentos e nossas emoções conspirando contra nós.O Senhor nos perdoa, porque faz parte da essência d'Ele ser amor, misericórdia e perdão. E exatamente por essa razão, é só nos aproximarmos d'Ele que essas virtudes já começam a acontecer em nossas vidas. No entanto, enquanto guardamos o pecado para nós e ficamos remoendo o sentimento de culpa, dando justificativas e não tomamos a decisão de nos confessar ao Senhor, ele [pecado] continua em nós. Dessa forma, a verdade não está em nós. E ainda acusamos Deus de nos ter abandonado. Coloque o seu pecado e o seu sentimento de culpa no fogo do amor e da misericórdia de Deus!
Às vezes, somos tolos e não nos perdoamos mesmo depois de já termos sido perdoados. Ficamos nos sentindo sujos com o resto do pecado e essa sujeira fica agarrada em nós, enquanto o nosso Deus é amor, misericórdia! Não ande mais com essa sujeira!
Lave tudo, tire toda a sujeira e todo o resto do pecado que ficou em você, confessando-se e arrependendo-se verdadeiramente.
Monsenhor Jonas Abib
sábado, 26 de abril de 2008
FILHOS DA PÁSCOA

FILHOS DA PÁSCOA
O desatino das inseguranças não faz barreira às esperanças
Da esperança, a dor; o sentido oculto que move os pés, o desejo incontido de ver as estradas se transformando, aos poucos, em chegadas "rebordadas" de alegrias.
Ir. Um ir sem tréguas, senão as poucas pausas dos descansos virtuosos que nos devolvem a nós mesmos. Idas que não findam e que não esgotam os destinos a serem desbravados. Passagens, páscoas e deslocamentos.
Eu vou; vou sempre porque não sei ficar. Vou na mesma mística que envolveu os meus pais na fé, os antepassados que vieram antes de mim.
Vou envolvido pela morfologia da esperança; este lugar simples, prometido por Deus, e que os escritores sagrados chamam de Terra Prometida. Eu a quero.
O lugar sugere saciedade e descanso. Sugere ausência de correntes e cativeiros... Ainda que o caminho seja longo, dele não desisto. Insisto na visão antecipada de seus vislumbres para que o mar não me assuste na hora da travessia. Aquele que sabe antecipar o sabor da vitória pela força de seu muito querer, certamente, terá mais facilidade de enfrentar o momento da luta.
O povo marchava nutrido pela promessa. A terra seria linda; nela, não haveria escravidão. Poderiam desembrulhar as suas cítaras, cantar os seus cantos, declamar os seus poemas. A terra prometida seria o lugar da liberdade. Mas, antes dela, o processo. Deus não poderia contradizer a ordem da vida. Uma flor só chega a ser flor depois que viveu o duro processo de morrer para suas antigas condições. O novo nasce é da morte. Caso contrário, Deus estaria privando o seu povo de aprender a beleza do significado da Páscoa.
Nenhuma passagem pode ser sem esforço. É no muito penar que alcançamos o outro lado do rio, o outro lado do mar... E assim foi. O desatino das inseguranças não fez barreira às esperanças de quem ia. O mar vermelho não foi capaz de amedrontar os desejosos da Terra, os filhos da promessa. Pés enxutos e corações molhados, homens e mulheres deitaram suas trouxas no chão; choraram o doce choro da vitória e construíram, de forma bela e convincente, o significado do que hoje também celebramos.
A vida cresceu generosa, o significado também.
Ainda hoje, somos homens e mulheres de passagens; somos filhos da Páscoa.
Os mares existem, os cativeiros também. As ameaças são inúmeras, mas haverá sempre uma esperança a nos dominar; um sentido oculto que não nos deixa parar; uma terra prometida que nos motiva a dizer: Eu não vou desistir! E assim seguimos juntos, mesmo que não estejamos na mira dos olhos.
O importante é saber que, em algum lugar deste grande mar de ameaças, de alguma forma estamos em travessia...
Fonte: Padre Fábio de Melo
O desatino das inseguranças não faz barreira às esperanças
Da esperança, a dor; o sentido oculto que move os pés, o desejo incontido de ver as estradas se transformando, aos poucos, em chegadas "rebordadas" de alegrias.
Ir. Um ir sem tréguas, senão as poucas pausas dos descansos virtuosos que nos devolvem a nós mesmos. Idas que não findam e que não esgotam os destinos a serem desbravados. Passagens, páscoas e deslocamentos.
Eu vou; vou sempre porque não sei ficar. Vou na mesma mística que envolveu os meus pais na fé, os antepassados que vieram antes de mim.
Vou envolvido pela morfologia da esperança; este lugar simples, prometido por Deus, e que os escritores sagrados chamam de Terra Prometida. Eu a quero.
O lugar sugere saciedade e descanso. Sugere ausência de correntes e cativeiros... Ainda que o caminho seja longo, dele não desisto. Insisto na visão antecipada de seus vislumbres para que o mar não me assuste na hora da travessia. Aquele que sabe antecipar o sabor da vitória pela força de seu muito querer, certamente, terá mais facilidade de enfrentar o momento da luta.
O povo marchava nutrido pela promessa. A terra seria linda; nela, não haveria escravidão. Poderiam desembrulhar as suas cítaras, cantar os seus cantos, declamar os seus poemas. A terra prometida seria o lugar da liberdade. Mas, antes dela, o processo. Deus não poderia contradizer a ordem da vida. Uma flor só chega a ser flor depois que viveu o duro processo de morrer para suas antigas condições. O novo nasce é da morte. Caso contrário, Deus estaria privando o seu povo de aprender a beleza do significado da Páscoa.
Nenhuma passagem pode ser sem esforço. É no muito penar que alcançamos o outro lado do rio, o outro lado do mar... E assim foi. O desatino das inseguranças não fez barreira às esperanças de quem ia. O mar vermelho não foi capaz de amedrontar os desejosos da Terra, os filhos da promessa. Pés enxutos e corações molhados, homens e mulheres deitaram suas trouxas no chão; choraram o doce choro da vitória e construíram, de forma bela e convincente, o significado do que hoje também celebramos.
A vida cresceu generosa, o significado também.
Ainda hoje, somos homens e mulheres de passagens; somos filhos da Páscoa.
Os mares existem, os cativeiros também. As ameaças são inúmeras, mas haverá sempre uma esperança a nos dominar; um sentido oculto que não nos deixa parar; uma terra prometida que nos motiva a dizer: Eu não vou desistir! E assim seguimos juntos, mesmo que não estejamos na mira dos olhos.
O importante é saber que, em algum lugar deste grande mar de ameaças, de alguma forma estamos em travessia...
Fonte: Padre Fábio de Melo
A FÉ DE EXPECTATIVA

A FÉ DE EXPECTATIVA
A fé é um dom por excelência, tão importante quanto o dom maior, que é o amor, do qual Paulo fala na Primeira Epístola aos Coríntios, cap. 13. É o dom da fé carismática. Chama-se fé carismática, porque é um dom de real expectativa: ele não me faz apenas acreditar em algo; faz com que eu acredite e espere que aconteça.Fé e esperança estão muito ligadas. A fé de expectativa nos leva à esperança, cria todo um comportamento. É isso que o Espírito Santo suscita em nós: atitudes novas.O Senhor quer mudar nossas atitudes, Ele quer dar a nós a fé de expectativa, fé de quem espera que cada um dos dons se realize. A fé carismática sustenta todos os demais dons. O Espírito Santo quer nos dar o dom carismático da fé, o dom de expectativa que muda a nossa mente, que muda as nossas atitudes.Devemos viver pela fé e não apenas pelo raciocínio, por isso, o dom carismático da fé é tão precioso! Infelizmente, derrubamos com palavras aquilo que acreditamos. Muitas vezes, oramos ao Senhor com fé, mas depois dizemos palavras que destroem tudo. Palavras negativas, palavras de murmuração, palavras de quem não acredita.Precisamos cooperar com o dom da fé, não somos mais crianças para nos deixar levar ao sabor das situações. Não, pelo contrário, o Senhor precisa que sejamos homens e mulheres de fé.Fonte: Monsenhor Jonas Abib
A fé é um dom por excelência, tão importante quanto o dom maior, que é o amor, do qual Paulo fala na Primeira Epístola aos Coríntios, cap. 13. É o dom da fé carismática. Chama-se fé carismática, porque é um dom de real expectativa: ele não me faz apenas acreditar em algo; faz com que eu acredite e espere que aconteça.Fé e esperança estão muito ligadas. A fé de expectativa nos leva à esperança, cria todo um comportamento. É isso que o Espírito Santo suscita em nós: atitudes novas.O Senhor quer mudar nossas atitudes, Ele quer dar a nós a fé de expectativa, fé de quem espera que cada um dos dons se realize. A fé carismática sustenta todos os demais dons. O Espírito Santo quer nos dar o dom carismático da fé, o dom de expectativa que muda a nossa mente, que muda as nossas atitudes.Devemos viver pela fé e não apenas pelo raciocínio, por isso, o dom carismático da fé é tão precioso! Infelizmente, derrubamos com palavras aquilo que acreditamos. Muitas vezes, oramos ao Senhor com fé, mas depois dizemos palavras que destroem tudo. Palavras negativas, palavras de murmuração, palavras de quem não acredita.Precisamos cooperar com o dom da fé, não somos mais crianças para nos deixar levar ao sabor das situações. Não, pelo contrário, o Senhor precisa que sejamos homens e mulheres de fé.Fonte: Monsenhor Jonas Abib
terça-feira, 15 de abril de 2008
POR QUE ESTA VIDA É TÃO PRECÁRIA?

POR QUE ESTA VIDA É TÃO PRECÁRIA?
Deus quer nos ensinar a lição sobre a brevidade desta vida
Uma das reflexões mais profundas que podemos fazer é sobre a efemeridade de todas as coisas que envolvem nossa existência. Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio de Deus nisso? A cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc. Tudo é precário, nada é duradouro; tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do coração e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… nada é permanente. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor, que se abre, logo estará murcha. Todo dia, que nasce, logo termina… E assim tudo passa, tudo é transitório. Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro? Compra-se uma camisa nova, e logo já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.
A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A razão profunda dessa realidade – tão transitória – é a lição cotidiana que Deus nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento em busca de uma vida duradoura, eterna, perene.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, é como se Deus nos dissesse: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro e nada precisará ser renovado dia a dia.” Isso mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence. Da mesma forma, quando vemos uma bela artista envelhecer, é como se ela também nos dissesse: “A beleza está em mim, mas não me pertence”.
Com a precariedade da vida e de tudo o que nos cerca, Deus nos ensina, diária e constantemente, que tudo passa e que não adianta querermos construir o céu aqui nesta terra. Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19); ao que Deus lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).
A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e constante que Deus encontrou para nos dizer, a cada momento, que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia-a-dia e a perfeição da alma – buscada na longa caminhada de uma vida de meditação, de oração, de piedade –, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. I Cor 15,28).
A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida se a vivermos para os outros e para Deus, de acordo com sua Vontade e suas Leis. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor, a caridade e o oposto do egoísmo podem nos levar a compreender a verdadeira dimensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.
Se a vida na terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensaríamos em Deus e no céu. Acontece que Ele tem para nós “algo mais excelente”, aquela vida que levou São Paulo a exclamar: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (cf. Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Cor 2,9).
A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d’Ele. E, para tal, Ele não quer que nos acostumemos com esta, mas que busquemos a outra, onde não haverá mais Sol porque o próprio Deus será a luz, e não haverá mais choro nem lágrimas, porque Ele mesmo as enxugará.
Aqueles que não crêem na eternidade jamais se conformarão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre sonharão com a construção do céu nesta terra. São os seguidores dos filósofos ou pensadores ateus como Voltaire, Nietzsche, Fuerbach, Marx, Saramago, Freud, Sartre, Kierkegaard e tantos outros que se incumbiram de fomentar o desespero nas almas e até o suicídio, por não crerem em Deus. Esses não se conformaram com a precariedade da vida e a achavam lamentável. Mas, para os que crêem, para aqueles que a Luz de Cristo iluminou a vida deles, já que “Ele é a luz que vindo a este mundo ilumina todo homem” (João 1, 9) a efemeridade tem sentido: pois canta a Liturgia que “a vida não será tirada, mas transformada”; e o “corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade” (I Cor 15,54) em Jesus Cristo.
São Paulo, falando aos filipenses, explicou tudo em poucas palavras: “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” (Fil 3, 20-21). E disse aos coríntios: “Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual” (I Cor 15, 42-43). E ainda: “Se é só para essa vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (1 Cor 15,19).
Enquanto essas verdades não caírem no fundo de nossa alma – e ali produzirem os seus frutos – não seremos verdadeiramente felizes e realizados neste mundo. Mas também isso é graça de Deus.
Fonte: CN - Felipe Aquino
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