quarta-feira, 11 de junho de 2008

PROCURAM-SE INTERCESSORES


PROCURAM-SE INTERCESSORES
Deus procura pessoas que tomem a defesa de seu irmão Deus ouve as orações dos pecadores. Quanto mais forem importunas e perseverantes nossas orações, tanto mais agradarão a Deus.
Quando Nossa Senhora apareceu em Fátima (Portugal), disse aos Pastorinhos que muitas almas iam para o inferno por falta de quem intercedesse por elas; e lhes pediu oração e penitência. Os que tiveram um encontro pessoal com Deus já não devem se dar ao luxo de pedir a Deus vinganças disfarçando-as sob o nome de justiça. Explico-me melhor: não foram poucas as vezes em que escutei pessoas que, dedicadas ao serviço de sua comunidade, foram se magoando com as estruturas e com os irmãos. Com o passar do tempo, a mágoa se transformou em rancor; e o rancor, em ódio. Sentindo-se injustiçadas, desejavam o mal e pediam a Deus o castigo para os responsáveis por sua dor. Que bom! Ao menos tinham a coragem de desabafar com o Senhor!
Mas Deus quer justamente o contrário disso. O amor tudo desculpa. Deus procura pessoas que, em seu coração, tomem a defesa de seu irmão, ou sofram e se penitenciem por ele a fim de que ele encontre a salvação. Crê no Senhor Jesus e será salvo tu e tua família.
Quanta esperança contida nessa promessa de Deus! Quantos adotaram esse lema e até mesmo o penduraram na parede de sua casa, em seu escritório, no carro, e confessam decididos. Mas crer em Jesus não se resume em saber que Ele existe e é Deus; estende-se também em crer em Sua Palavra e obedecer a Seus ensinamentos.
Como temos refletido, é a Palavra de Deus que nos abre os olhos e o coração para a realidade e a necessidade de intercessão. Daí é bom perguntar: Tenho intercedido por minha família? Procuro defender diante de Deus os que amo? Ou os seus erros e defeitos me têm levado a clamar a justiça de Deus contra eles? Senhor fica pasmado ao ver que há pessoas que já não intercedem mais, nem mesmo pelos seus, e se espanta de que haja pessoas conformadas com este mundo e que não rezam por sua transformação. "Ele viu que não havia ninguém, admirou-se porque ninguém intercedia" (Is 59,16).
Não basta pedir a graça da salvação. É necessário pedir sempre, até alcançar a vitória prometida por Deus unicamente aos que a pedirem constantemente até o fim. Hoje ainda podemos consolar Nosso Senhor assumindo com Ele o propósito e o compromisso da intercessão.
Ele nos capacitará e nos ensinará. Ele nos dará a fidelidade necessária se a Ele dermos o nosso querer.
(Artigo extraído do livro "Quando só Deus é a resposta").

terça-feira, 10 de junho de 2008

IDOLATRIA


IDOLATRIA

Quando se escolhe servir a um deus falso em lugar do Deus verdadeiroIdolatria é escolher, adorar e servir a um deus falso em lugar do Deus verdadeiro. São Paulo definiu muito bem a idolatria: "Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos!" (Rm 1,25).Uma das diferenças entre o Deus verdadeiro e o deus falso é que este é “oco”. É por isso que no passado um dos símbolos dos deuses falsos eram as imagens ocas. Representavam um “deus oco”. Um deus “vazio”, fraco! Hoje, o grande erro é confundir a idolatria com as imagens.Idolatria é escolher um deus falso. Escolher adorar e servir à criatura em vez do Criador. Essas criaturas são as mais diversas. Para identificar os deuses falsos de hoje não é tão difícil. Os atuais deuses ocos dos nossos dias são: Prazer, Poder e Ter. Estes são os ídolos, “deuses ocos” dos tempos atuais. Por serem ocos não satisfazem nunca os que os buscam. Esta é, por exemplo, uma das razões por que não encontramos um ganancioso que diga: “Tenho dinheiro que chega. Estou satisfeito”.Quando o dinheiro se torna um ídolo, um deus oco, ele não preenche o coração do ser humano. O mesmo vale para o prazer. Quem faz do prazer um deus nunca se satisfaz. Busca-o desenfreadamente e sente-se sempre vazio. Vai à praia, ao jogo de futebol, viaja, come, bebe, mas se sente sempre vazio. Por que está indo atrás de um deus “oco”, de um ídolo.O mesmo podemos dizer do poder. Quem tem o poder não para servir, mas para dominar. Busca sempre tê-lo cada vez mais e nunca está satisfeito. Nesse caso, o poder também se transforma num deus falso, oco, um ídolo.A idolatria é o maior pecado. A árvore da qual brotam os nossos outros pecados é a escolha de um deus oco em vez do Deus pleno. É por essa razão que sempre se sentirão vazios os que escolhem adorar e servir àquele que não é eterno.
Fonte:CN - Padre Alir
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quinta-feira, 5 de junho de 2008

PRISIONEIROS DO ESPÍRITO

O Espírito Santo é quem nos concede a fertilidade no tempo de prova

Diariamente, passamos por muitas circunstâncias que roubam a nossa paz. Nessas situações ou nos deixamos conduzir pela graça do Espírito Santo ou nos tornamos escravos dos nossos sentimento e medos, correndo grande risco em nosso caminho de santidade.

Em momentos de impaciência ou qualquer tipo de fraqueza precisamos nos submeter à ação do Espírito Santo. Somente Ele tem o poder de neutralizar nosso egoísmo e toda a ação do mal. São Paulo nos ensina:

“Eu vos exorto: deixai-vos sempre guiar pelo Espírito e nunca satisfaçais o que deseja uma vida carnal” (Gálatas 5, 16).

Muitos fatos contribuem par nos contrariar, mas Deus é bom para conosco e nos dá o Espírito Santo, que nos consola em todas as nossas aflições. N'Ele resistimos a todos os combates.

O importante é deixar o Espírito inundar a nossa vida. Não podemos nos deixar escravizar pelo que nos acontece durante o dia: pela dor que chega e se prolonga, pelos contratempos inesperados, pelas coisas passageiras deste mundo... Deixemo-nos inundar pelo Espírito Santo de Deus. Ele nos dá a graça de testemunhar a bondade do Senhor, seja nos momentos alegres seja nos momentos difíceis do dia.

São Paulo declara:

“E agora, prisioneiro do Espírito, vou para Jerusalém, sem saber o que aí me acontecerá. Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações. Mas de modo nenhum considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que eu leve a bom termo a minha carreira e realize o ministério que recebi do Senhor Jesus: testemunhar a Boa Nova da graça de Deus” (Atos 20, 22-24).

Paulo se deixa conduzir pelo Espírito Santo numa viagem que terminará em seu cativeiro por dois anos. Ele se considera um prisioneiro do Espírito Santo que lhe revela as tribulações que sofrerá. Durante esses dois anos, em regime de “custódia militar”, o apóstolo escreveu as Cartas aos Colossenses, aos Efésios e o bilhete a Filêmon.

O Espírito Santo é quem nos concede a fertilidade no tempo de prova!
“Me aguardam cadeias e tribulações.” Também podemos nos expressar assim, pois é difícil passar um dia sem contrariedades. Mas, mesmo nas tribulações, precisamos estar dispostos a levar a bom termo a missão que o Senhor Jesus nos confiou: dar testemunho do Evangelho da graça de Deus. Este é o chamado para todo cristão.

Precisamos buscar o auxílio do Espírito Santo para suportar as prisões e os sofrimentos que nos aguardam.

Muitas vezes, somos escravos da nossa própria concupiscência: de um afeto, do comer, do beber, do trabalhar para possuir e se enriquecer. Podemos ser escravos de nós mesmos pela vaidade, ou até mesmo do medo de sofrer...

O Senhor abre nossos olhos por meio de São Paulo para percebermos que a única força que pode nos dominar é a ação do Espírito Santo. Deus nos ensina a não pararmos nas cadeias e nos sofrimentos deste mundo, mas a sermos produtivos para o Reino d'Ele, também em nossas dificuldades.

Precisamos viver o tempo que nos foi concedido. O tempo que se chama hoje, seja ele de alegria ou de tribulação, tendo a graça do Espírito Santo como suporte para a nossa ação.

Há um tempo para cada coisa debaixo do céu, como ensina a Palavra de Deus, mas, em tudo e em todo tempo, o que deve dirigir nosso coração é a força do Espírito Santo por meio da oração, pois Deus não se manifesta a quem não fala com Ele.

Abramos nosso coração com confiança para que a sabedoria de Deus nos alcance: “Ela até se antecipa, apressando-se a mostrar-se aos que a desejam” (Sabedoria 6,13.)

Oração de entrega e súplica pelo dom da sabedoria:

Senhor Jesus, pelas mãos de Maria, eu Te entrego este meu dia!

Escuta a minha oração! Confio na Tua Divina Misericórdia. Quero repetir muitas vezes durante o dia: “Jesus, eu confio em vós!”

Entrego-Te minha vida, cada hora e minuto do meu dia. Confio que tens graças e remédio para mim, pois basta pronunciares uma palavra e todo o meu ser ganhará força e vigor.

“Os olhos do Senhor estão voltados para os justos, os seus ouvidos estão atentos a seu grito de socorro” (Salmo 34,16). Confiando em Tua bondade, confesso minhas fraquezas. Tenho me deixado guiar pelo meu temperamento, pela minha maneira de ser, por tantas tentações que me rondam dia e noite. Mas, Jesus, quero e preciso da condução do Teu Santo Espírito. Suplico-te, dá-me a graça de provar Tuas consolações.

Vem, Senhor Jesus, encha-me com o Espírito Santo. Que a Tua graça reine sobre a minha teimosia, minha auto-suficiência, meu orgulho e fechamento.

Meu Deus, dá-me sabedoria. "Decidi, pois, tomá-la por companheira de minha vida, sabendo que me seria conselheira para o bem e conforto nas preocupações e na tristeza!" (Sabedoria 8,9).

Vinde, Espírito Santo, conduza-me para onde quiseres, como quiseres, como quiseres e com quem quiseres, pois desejo somente agradar ao meu Deus.

Bendito seja o Senhor que me consola em todas as minhas aflições!

Amém!

(Artigo extraído do livro "Sofrer sem nunca deixar de amar" de Luzia Santiago)



quarta-feira, 4 de junho de 2008

CURA DAS PEQUENAS COISAS


CURA DAS PEQUENAS COISAS


Deus é detalhista e cuidadoso com todos os seus filhos

Tenho meditado sobre o processo curador de Jesus em nossas vidas, e tenho percebido o quanto Deus é detalhista e cuidadoso com todos os seus filhos, pois quer que sejamos plenamente curados: no físico, no espírito, na psique, nas lembranças, entre outros.

Muitas vezes, nós nos prendemos a grandes curas e milagres e nos esquecemos das pequenas coisas do nosso dia-a-dia, as quais são tão importantes quanto as nossas grandes necessidades. Alguns exemplos disso: uma pessoa cheia de manias, que acaba criando o seu mundinho e é apegada às suas coisinhas, precisa ser curada. Uma pessoa apegada a mentiras, que cria um mundo fantasioso que não existe, também precisa ser curada. Da mesma forma, alguém que vive fofocando, falando dos outros pelos cotovelos, precisa ser curado. Assim como uma pessoa que vive insatisfeita com tudo e com todos e só vê o negativo, também necessita de cura. O mesmo vale para as pessoas que vivem sob a ação do medo, apegadas a pessoas e a coisas ou consumistas em excesso, todas precisam se deixar curar. A partir disso, poderia citar muitas outras realidades que, muitas vezes, trazemos em nós e que precisariam ser tocadas pelo poder curador do Espírito Santo.

Não tenho dúvidas de que o Senhor quer curar o canceroso, o aleijado, o cego, o surdo, o que tem problemas de coração, o doente de AIDS, etc. Porém, além de curar o nosso corpo, o Senhor nos quer curar em nossa humanidade, que é tão complexa e linda; contudo, necessitada de ser tocada pela ação de Deus que muda todas as realidades.

A Carta aos Gálatas nos relata os frutos do Espírito: “O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não existe lei” (Gl 5, 22-23). Esses frutos relatados por São Paulo são fontes seguras de reflexão sobre a liberdade e a cura da nossa humanidade. É hora de se perguntar: tenho vivido no amor ou vivo no ódio e na vingança? Vivo a alegria ou minha vida é uma tristeza interminável? Encontro paz no meu interior, mesmo vivendo em realidades muitas vezes sem paz? Sou paciente ou me impaciento facilmente? Sou amável, gentil, ou vivo na grosseria? Opto por fazer o bem e por viver na bondade ou faço opções pela maldade, prejudicando as pessoas? Sou leal, fiel, ou vivo de infidelidade? Vivo na mansidão, na serenidade, ou minha vida é uma constante agitação, até mesmo dormindo? Vivo o autodomínio ou sou uma pessoa descontrolada no comer, no dormir, no comprar, no beber, na sexualidade, entre outros?

Já temos uma boa base para um profundo exame de consciência e de uma observação de nós mesmos para detectar em que área precisamos de cura, pois Deus quer curar as pequenas coisas que nos atrapalham em viver a felicidade. Deus nos fez para sermos felizes e realizados em tudo. A saudade do céu sempre vai existir dentro de nós, e esse vazio do eterno só vai ser totalmente preenchido quando chegarmos diante do trono de Deus Pai.

O profeta Jeremias nos relata algo de suma importância: “Sei muito bem do projeto que tenho em relação a vós – oráculo do Senhor! Um projeto de felicidade, não de sofrimento: dar-vos um futuro, uma esperança! Quando me invocardes, ireis em frente, quando orardes a mim, Eu vos ouvirei. Quando me procurardes, vós me encontrareis, quando me seguirdes de todo o coração, Eu me deixarei encontrar por vós – oráculo do Senhor” (Jr 29, 11-14). Esse é um trecho da carta do profeta aos exilados, aos que estavam sofrendo, precisando de esperança e de cura. Ela [carta] nos dá um sinal de como alcançar de Deus a cura e a libertação de que precisamos: invocar a Deus; orar sempre; procurar a todo instante o Senhor e segui-Lo de todo coração! Essa é a receita! Permanecer em Deus!

O Senhor está interessado na nossa cura, e nós também não podemos nos conformar com a situação em que vivemos atualmente. Precisamos trabalhar o nosso interior e as nossas reações, e tudo isso se faz pela oração; pela Eucaristia; pelo jejum; pela Palavra viva e vivida; pela confissão; pela busca de uma direção espiritual; pela cura interior; pelo autoconhecimento. Não tenha medo de entrar nesse processo de cura, por você e por quem você ama! Deus cuida dos mínimos detalhes!

Fonte: CN-Pe. Roger Luís




A ARTE DE ESCUTAR O SILÊNCIO

A ARTE DE ESCUTAR O SILÊNCIO

Existem situações que experienciamos nas quais parece que ninguém nos entende. Há dores que nos roubam a capacidade de nos expressarmos e, conseqüentemente, de sermos compreendidos naquilo que somos. São realidades nas quais as palavras se ausentam e não somos capazes de “nos dizer” no que pensamos e sentimos. Isso acaba inaugurando em nós um gradativo processo de solidão em virtude de não sermos conhecidos e compreendidos em nossa verdade.
São raras as pessoas que têm sensibilidade para escutar nossos “silêncios”, e paciência para, aos poucos, desvelar o mistério que somos nós.
Expressar-se é uma arte, compreender alguém também o é. Essas virtudes são fruto de muita luta e empenho, e não apenas de habilidade natural.
Penosa e desestruturante é a dor da incompreensão, do sentir-se estrangeiro no próprio território, por sentir algo e perceber que os outros não podem compreender. Dor ainda maior se faz real quando nos descobrimos julgados e encarcerados no que não somos, em conseqüência de não sermos escutados em nossa realidade, expressa em “palavras” que ainda não fomos capazes de dizer.
Pelo fato de não conseguirmos nos comunicar externando o que somos, constantemente, somos mal interpretados e confundidos em inverdades de compreensão, que nos aprisionam e nos ausentam de nossa identidade. Diante disso, acredito que amar é ter a capacidade de descobrir o outro no que ele não diz... Para descobrir alguém assim é preciso gastar tempo, é preciso observá-lo, abrindo mão dos próprios barulhos e agitações para entender a linguagem silenciosa que revela o ser. Quem ama “escuta” no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer.
São raras, nos tempos atuais, as pessoas que têm paciência para descobrir o outro nos detalhes, para assim poder amá-lo com inteireza. O fato é que, muitas vezes, estamos tão cheios de nós mesmos que mesmo que o outro “grite” não somos capazes de escutá-lo.
Só acompanha o outro – com qualidade – quem se esvazia das próprias razões. Quem entendeu o que é amar percebe que não pode ser o centro de tudo e que precisa dar espaço em sua vida para que o outro seja quem realmente é, revelando-se em seus valores e crenças.
Há muitos que em toda a vida são amados – se é que o são – somente a partir de uma imagem criada a seu respeito e não daquilo que verdadeiramente são. Tal realidade impõe no ser uma profunda crise, estabelecendo a solidão e a inexistência como paradoxo na compreensão do real.
Dizer-se – de maneira compreensível e encarnada – e compreender o outro são necessidades essenciais para que haja harmonia em toda e qualquer relação. Há casamentos, amizades e relacionamentos familiares que se desfiguram pelo fato de ambas as partes não terem a devida simplicidade para decodificarem (traduzirem) sua linguagem, de forma que ambos possam se compreender e ser compreendidos.
O que destrói um relacionamento não é somente a ausência de amor, mas também de boa comunicação. Comunicação que nos transporta para além do comum e nos faz descobrir os segredos que revelam concretamente uma identidade.
Que Jesus, Aquele que, por excelência, tem o dom de traduzir os “símbolos” humanos, nos ensine com a sensibilidade que emana do seu coração a real maneira compreender e se expressar, desvendando silêncios e inaugurando sempre as novas possibilidades presentes no coração.
“Nos detalhes, nas calçadas, nos poemas, nas esquinas... sempre disse o que digo.Porém, o eco não se fez.Há quem perceba uma linguagem que constrói inverdade.
Nas frases não ditas poucos escutam o silêncio.Ele que inocente pede carona, com sede de transportar.Transportar revelando pela força do olhar; aquilo que a verdade não cansou de cantar comvoz eloqüente: Existe alguém aqui.”
Fonte:CN - Adriano


terça-feira, 3 de junho de 2008

Quando Deus se torna uma aspirina


Quando Deus se torna uma aspirina

Lembramos de Deus quando necessitamos de alguma coisa

Existe um problema em nossas orações: constantemente lembramos de Deus somente quando estamos necessitados de algo, pedindo a Ele que faça a nossa vontade. Mas nem sempre as coisas são assim, pois, muitas vezes, o que desejamos não é o melhor para nós.

Um exemplo bem prático disso é uma criança pequena pedindo à mãe que lhe deixe brincar com uma faca. Por mais que isso seja a vontade dela [criança], uma mãe – em plena consciência – nunca a deixaria brincar com esse objeto. Do mesmo modo, Deus age assim conosco, sempre visando primeiramente o nosso bem; mesmo que a situação que estamos vivendo não esteja coerente com a vontade divina.

A lógica de Deus é muito diferente da nossa, porque Ele vê e tem idéia perfeita sobre todas as coisas, enquanto nossa visão é meramente limitada. Já experimentou olhar o lado avesso de um bordado feito à mão? O que vemos são apenas traços de um desenho; é difícil imaginar como realmente é o bordado. Assim nós também vemos a realidade, não a vemos por todos os ângulos, nossa visão a respeito dela é parcial.

Acreditamos – por meio de nossa fé – que Deus é Onisciente, ou seja, sabe tudo; logo, sabe o que é melhor para nós, muito mais do que nós mesmos. Portanto, o melhor que temos a fazer é nos deixar guiar pelo Senhor e pedir que se faça a vontade d’Ele em nossa vida e não a nossa, pois somos passíveis de erros.

Há de se ter muito cuidado em nossas orações para que não nos tornemos meramente pedintes, pois nossa tendência é a de esquecer de Deus quando conseguirmos o que queremos. Imagine você uma pessoa que orasse tão somente por causa de uma dor de cabeça, e agisse assim a vida toda. Qual seria o conceito que ela tem de Deus?
Eu acredito que como o de uma grande aspirina, e é aí que mora o perigo, pois com esse conceito reduzido sobre Deus, quando ela tomar consciência de que a aspirina resolve seu problema, ela deixará de orar por crer que não precisa mais de Deus.

Com isso, não afirmo que é proibido pedir qualquer coisa a Deus; muito pelo contrário, no Evangelho de São João, podemos encontrar a seguinte passagem: “Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, eu o farei de tal forma que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14,13-14). Digo que apenas é necessário ter cuidado para que nossas orações não se tornem apenas um ato de somente pedir. Repito aqui que a melhor solução é deixar-se guiar por Deus.

Fonte:CN

domingo, 1 de junho de 2008

Eucaristia: fonte de milagres, sinais e prodígios

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Eucaristia: fonte de milagres, sinais e prodígios

Podemos viver a experiência dos discípulos de Emaús

Tenho apenas um ano e cinco meses de sacerdócio, mas confesso a você que sempre fui um apaixonado pela Eucaristia. Desde quando tive meu encontro pessoal com Jesus, há mais ou menos 14 anos, nunca deixei de ir à Missa diária, fazendo todo esforço para vivenciar a maior manifestação de Deus na nossa terra: a Eucaristia!

Foram poucas as vezes em que não participei da Celebração Eucarística nesses anos todos. E agora como padre, luto bravamente para celebrá-la todos os dias, pois "O Altar de Deus é a alegria da minha juventude". Realizo-me plenamente no altar, a Eucaristia é o presente de Deus que acontece todos os dias na minha vida de sacerdote.

Na narrativa de São Lucas que fala dos Discípulos de Emaús, podemos contemplar a experiência que eles tiveram: "Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles. Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram. Ele, porém, desapareceu da vista deles. Então um disse ao outro: Não estava ardendo o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?" (Lc 24, 30-32).

Podemos fazer a mesma experiência que esses discípulos viveram. O segredo é estar atentos a cada instante ao milagre que se renova no altar em cada Eucaristia, pois temos a presença real do Senhor e essa experiência também pode acontecer conosco: o coração arder, os olhos se abrirem, e o reconhecimento – com toda a força e fé do coração – que Jesus é o Senhor: estamos diante d’Aquele que pode todas as coisas. É o Deus do impossível que acontece diante dos nossos olhos, por isso, tudo aquilo que, com fé, pedirmos a Ele, nesta hora, Ele faz, Ele realiza.

Tenho experimentado esse poder em cada Eucaristia que celebro e em cada adoração que conduzo. O Senhor tem me permitido ver pessoas sendo curadas de câncer; pessoas que não andavam voltarem a andar; cegos têm começado a enxergar; pessoas oprimidas por satanás estão sendo libertas; pessoas em depressão têm encontrado a perfeita e duradoura alegria, e tantos outros milagres, sinais e prodígios, que me fazem afirmar: A EUCARISTIA É FONTE DE MILAGRES, SINAIS E PRODÍGIOS!

Muitos estão participando da comunhão indignamente, não se confessam mais, não se preparam devidamente para o dom e a força que cada comunhão traz em si. Outros freqüentam a igreja trajando roupas muito decotadas, bermudas ou outros trajes que não condizem com o momento que estamos vivendo: a Santa Missa.

Os que vivem com intensidade, com zelo, com profundidade cada Eucaristia, experimentam no corpo e na alma as graças do momento sublime, único e eterno de cada Missa. Porém, São Paulo diz aos relaxados, aos que não dão o devido valor ao mistério do qual participam: "É por isso que há entre vós muitos enfermos e doentes, e não poucos têm morrido" (1 Cor 11,30).

Afirmo: A EUCARISTIA É FONTE DE MILAGRES, SINAIS E PRODIGIOS!
Por isso, ainda é tempo de nos auto-avaliar sobre a nossa participação no Santo Sacrifício da Missa e usufruirmos de toda bênção que cada Eucaristia pode nos oferecer.

Fonte: Pe. Roger Luis