terça-feira, 31 de março de 2009

Como perdoar

Minha filha, se por teu intermédio peço aos homens o culto à Minha misericórdia, por tua vez deves ser a primeira a distingui-te pela confiança na Minha misericórdia. Estou exigindo de ti atos de misericórdia, que devem decorrer do amor para Comigo. Deves mostrar-te misericordiosa com os outros, sempre e em qualquer lugar. Tu não podes te omitir, descupar-te ou justificar-te. Eu te indico três maneiras de praticar a misericórdia para com o próximo: a primeira é a ação, a segunda a palavra e a misericórdia, pois constituem uma prova irrefutável do amor por Mim. É deste modo que a alma glorifica e honra a Minha misericórdia. Sim, o primeiro domingo depois da Páscoa é a Festa da Misericórdia, mas deve haver também ação, e estou exigindo o culto à Minha misericórdia pela solene celebração desta Festa e pela veneração da Imagem que foi pintada. Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras. Ó meu Jesus, Vós mesmo me ajudai em tudo, porque vedes como sou pequenina. Conto unicamente com a Vossa bondade, ó Deus.
Diário de Sta Faustina nº 742


Como perdoar

O coração que sabe viver o perdão é um coração curado. Precisamos mergulhar neste mistério para descobrirmos a alegria do verdadeiro perdão.
"Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados; dai, e dar-se-vos-á".
(cf. Luc 6, 36-38a)
Perdoar o irmão significa se reconciliar comigo mesmo. Perdoar não é esquecer, pois isso não seria humano. Quando somos feridos, lembramo-nos do ocorrido, e o perdão só acontece quando me reconcilio com a situação vivida.

Quantas vezes ouvimos pessoas à nossa volta dizerem: "Eu quero perdoar, mas não consigo"? Temos de compreender que o perdão não é um simples ato, mas um processo, e se não entramos neste processo, enganamo-nos a nós mesmos.

Será que precisamos perdoar somente àquelas pessoas que temos como inimigas? Não! Temos de perdoar a todos, pois a convivência gera situações difíceis, nas quais ofendemos ou até mesmo magoamos àqueles a quem amamos.

Precisamos perdoar, mas sabendo que este ato não significa colocar "debaixo do tapete" as verdades que existem em nosso coração.
Constantemente, estamos avaliando e decidindo coisas e situações em nossa vida. Para perdoar, precisamos ter motivação para fazê-lo, pois, do contrário, apenas nos enganamos. A falta de perdão é um mal que gera conseqüências primeiramente em nós mesmos.

Tenho de perdoar, porque, antes de tudo, o perdão é um ato de justiça a Deus. Tenho de perdoar, porque sou e me sinto amado. E isso exige que eu morra para minhas vontades, para nascer para Cristo

É preciso fundamentar minha decisão de perdoar, caso contrário, não conseguirei conceder o perdão. O que alimenta minha caminhada é essa decisão sincera. Tenho de perdoar, porque não quero morrer nem me afastar da graça do Senhor.

Temos uma história, temos traumas. Temos verdades em nossa história que são alcançadas pela misericórdia de Deus.

Só conseguimos perdoar quando unimos nosso coração ao do Senhor. É preciso superar e viver a humildade e os princípios do Evangelho.

Você sabe o que precisa para perdoar? Eis os passos:

- Decidir-se;
- Entender;
- Unir-se a Deus;
- Superar.

Pegue a primeira letra de cada um destes passos e você saberá de quem você realmente precisa: D-E-U-S.

Permita-se viver a dor, pois quanto maior ela for, maior será também seu esforço e, conseqüentemente, maior ainda a graça de Deus em sua vida.

Quer repouso no Senhor? Então aprenda com Ele a experiência da mansidão e da humildade. Dê a Deus o seu coração machucado e ferido, pois Ele une sua dor ao coração d'Ele e n’Ele é possível dar passos.
Diácono Fabiano Moura

sábado, 28 de março de 2009

Senhor, conceda-nos a graça do perdão!


ABENÇOADO FINAL DE SEMANA !!!
"Meu coração quer ir aonde meu Deus está escondido,Onde dia e noite permanece conoscoEnvolvido na Hóstia branca.Meu coração quer ir aonde meu Senhor Se esconde,Onde seu amor é imolado,Mas meu coração sente que aí está a água viva.É o meu Deus vivo, embora o esconda o véu."
Diário de StªFaustina 1591

Senhor, conceda-nos a graça do perdão!
A história do povo de Deus é uma história de amor e perdão. No alto da cruz, Jesus não escolheu a quem perdoar. Ele perdoou ao bom ladrão e a todos os que zombavam d’Ele na cruz, até mesmo aos que O crucificaram:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23,34)
Da mesma forma, não temos o direito de escolher as pessoas a quem queremos perdoar, porque Jesus não fez acepção de pessoas. Não podemos dizer: “A este eu perdôo, mas àquele não”. Ou “Isso eu perdôo, mas aquilo não” Ou ainda “Desta vez eu perdôo, mas é a última...” Temos a tendência de excluir o nosso irmão diante de suas fraquezas e falhas. Não reconhecemos que também nós estamos sujeitos a cometer os mesmos erros ou até piores.
Quando estamos sofrendo, nós mostramos quem realmente somos. Daí colocamos para fora nossa aspereza, nosso azedume, nossa má vontade...Somos rudes e cruéis até. Reivindicamos nossos direitos como injustiçados. Apelamos para a desforra: queremos pagar o mal com o mal. Mostramos o quanto nosso coração é mau.
Sabendo disso, o inimigo de Deus investe pesado na dispersão dos filhos de Deus, semeando a discórdia e a desunião. O que ele quer é inflamar o nosso orgulho para que assumamos a postura de juízes e não reconheçamos os nossos próprios erros. O mundo nos ensina a ser justiceiros e vingativos. Mas nosso Deus, que é misericordioso e justo, nos convida a viver amando e perdoando.
O perdão é gratuito. Nós, porém, acabamos cobrando para perdoar. Quando uma pessoa nos pede perdão, queremos que ela se dobre aos nossos pés, se humilhe diante de nós pedindo perdão, para só então lhe conceder o perdão. Só que isso não é perdão, é humilhação! É desforra. É exigir retratação, pois o perdão é gratuito. A pessoa errou conosco, ela é devedora...mas nós devemos perdoá-la gratuitamente: sem exigir nada em troca, porque o perdão é um dom de Deus. É o Senhor que nos dá a graça de perdoar, mas somos nós que precisamos nos decidir a concedê-lo. Portanto, a graça do perdão vem de Deus e a decisão de perdoar vem de nós
Contudo, não é fácil perdoar por causa do pecado original que está em nós e devido ao nosso coração duro. Somente a misericórdia de Deus pode nos abrir para isso. Por isso, reze assim:
“Senhor, concede-me a graça de perdoar e de me abrir ao perdão. Não quero ficar alimentando mágoas, ressentimentos, rancores em meu coração. Devolve-me a capacidade de amar e perdoar. Arranca-me das trevas, Senhor, invade-me com teu Santo Espírito e faz em mim uma obra nova. Concede-me um coração contrito e humilhado.
Amém”

quinta-feira, 26 de março de 2009

Além de tudo que passei, sou obrigado a perdoar?


"Não me importo com todos os poderes do Mundo e de todo o inferno; tudo tem que desabar diante do poder do Seu Nome. Deposito tudo em Vossas mãos, ó meu Senhor e meu Deus. Único Guia da minha alma, guiai-me de acarodo com os Vossos eternos desígnios." (Diário de Sta Faustina nº858)


Além de tudo que passei, sou obrigado a perdoar?

Todos nós passamos por situações dolorosas que nos marcam muito. Por isso, ficamos magoados. São situações que envolvem pessoas, instituições, acontecimentos... Pode ser até que tenhamos nos magoado com Deus!

Quantas vezes perguntamos: "Por que Deus fez isso? Por que Ele me colocou nesta família? Por que me tirou um ente querido? Por que levou para longe alguém que eu tanto amava?" São tantos os porquês... São situações que não aceitamos. Não conseguimos entender e, por isso, ficamos magoados com Deus. Talvez até pensemos que nosso motivo é justo.

Mas veja bem: esse "ficar sentido com Deus" é como um coágulo dentro das veias do nosso coração: ele impede o fluxo de sangue. A falta de perdão impede a graça de Deus. Por isso, Deus quer libertar! Quer "arejar a casa". Jogar fora o lixo significa colocá-lo aos pés da cruz de Jesus, para que possa ser queimado. O lugar desse lixo não é seu coração, é o pé da Cruz de Jesus. Não é seu coração, é o coração de Jesus.

Esse convite ao perdão não é uma imposição. Você poderia dizer: "Além de tudo que eu já passei, ainda sou obrigado a perdoar?!" Não! Deus quer lhe dar a graça de retirar de seu coração tudo o que está estragado.

É preciso viver o perdão em sua plenitude. E para viver bem essa proposta é preciso ter fé e confiança em Deus. Infelizmente acabamos separando as duas coisas. Compreenda: são graças que se complementam. Uma é ligada à outra. A fé nos leva à confiança; e a confiança, para existir, exige a fé.

Fonte: CN

quarta-feira, 25 de março de 2009

''Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento"

''Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento"

Temos o perdão como um fardo, como algo impossível de se viver. É o próprio inimigo que suscita esse pensamento em nossa mente. Ele faz com que guardemos raivas, mágoas, ressentimentos... Essa é a tática que ele usa para acabar com a nossa família, nosso grupo e nossa comunidade.Não somos capazes de imaginar o mal que a falta de perdão gera. Infelizmente, acabamos guardando dentro de nós o mal que as pessoas nos fazem.O ressentimento é como a ferrugem que vai nos corroendo aos poucos e, quando percebemos, já fomos tomados por ela. Porém, quando perdoamos, Deus mesmo preenche nosso coração com o Seu amor e passamos a experimentar a paz que tanto sonhamos.São Paulo nos ensina em sua carta: ''Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento'' (Ef 4,26).Somos todos frágeis! Se reconhecêssemos e admitíssemos nossas limitações, seria mais fácil perdoar o irmão e compreender suas fraquezas. Portanto, não tenha medo de falar para Jesus de sua dificuldade de perdoar; o quanto é difícil para você admitir que é capaz de cometer os mesmos erros e as mesmas falhas dos outros.
O Senhor conhece o seu coração, mas espera que você fale das suas dificuldades. Temos de ser verdadeiros com Deus.
Fonte: CN

terça-feira, 24 de março de 2009

Cura interior


Cura interior
Oferece o perdão, recebe a paz

Como saber se eu preciso de cura interior? Onde preciso de cura interior? Se o médico é cuidadoso em fazer um diagnóstico do seu paciente, muito mais nós precisamos ter cuidado com o diagnóstico das nossas emoções e as das pessoas. A cura interior é importante e necessária: precisamos ser curados! Deus quer nos curar plenamente.
Por meio da cura somos restaurados em nossa personalidade. A cura interior é a chave para a cura plena da pessoa. Cada dia é um dia de surpresas que o Senhor nos reserva para colher Dele mesmo o caminho de cura que necessitamos trilhar. Podemos confiar e nos abrir sem medo à ação do Espírito Santo, Ele trabalha para o nosso bem, nosso crescimento e nossa cura. Todos nós temos uma história de vida. Essa história é a chave para nos conhecermos melhor e trilharmos um caminho, tanto de cura como de crescimento.
Muitas pessoas acreditam que precisam buscar somente a cura, porém, também se faz necessário preparar o coração para trihar o caminho de crescimento. Daí a necessidade de olharmos para a nossa história e verificar nosso caminho para cura interior. Precisamos trilhar um caminho de reconciliação com a nossa história. Não precisamos ter medo de olhar para ela. Deus quer caminhar conosco por essa mesma história para curar. Para que a libertação aconteça, é necessário existir o perdão e a reconciliação, porque “quantos sofrimentos fazem padecer a humanidade por não saber reconciliar-se, e quantos atrasos por não saber perdoar!
Uma verdadeira paz torna-se possível somente com o perdão” (João Paulo II). É necessário nos reconciliarmos com Deus, com o outro, conosco, com a nossa história... A Paz é fruto de um coração que se abre ao perdão e à reconciliação.
Ser homens e mulheres de paz é sinal de homens e mulheres curados, libertos pelo poder do Espírito. Seremos portadores e semeadores da paz se tivermos a paz no coração. Deus nos convida, mais do que nunca, a sermos homens e mulheres conduzidos pelo Espírito Santo: “Que prevaleçam os caminhos da justiça e da paz!” (João Paulo II).
Vamos caminhar na ótica do perdão, da reconciliação com Deus, com o outro, com a nossa história, da sadia convivência, dos passos para a verdadeira cura interior, da libertação, da total conformidade com a vontade de Deus.
“Oferece o perdão, recebe a paz” (João Paulo II).
Do livro: “A cura da nossa afetividade e sexualidade”

segunda-feira, 23 de março de 2009

CURA-ME, SENHOR !

Para refletir: QUEM PRATICA O MAL, ODEIA A LUZ !
Deus quer a humanidade redimida do pecado e da morte. Não quer sofrimento nem condenação. Em Jesus, o tempo é favorável, a salvação é possível para todos. Ele é a luz que vem para iluminar e eliminar as trevas. Quem acredita nele e acolhe sua Palavra está salvo. Qem o rejeita, já está condenado. Viver na luz ou nas trevas, depende de cada um de nós. Muitos prefiram as trevas, mas nós podemos hoje escolher a luz, e nela viver. Isso é viver na paz e na justiça.

CURA-ME, SENHOR !

Quando Jesus entrou na sinagoga, num sábado, os fariseus observavam-no para ver se Ele iria curar o homem que tinha a mão seca, pois para os judeus era proibido trabalhar naquele dia. Mas o Senhor, por conhecer seus pensamentos, disse ao enfermo: “Levanta-te, e fica aqui no meio” (Lucas 6,8). Ele se levantou e Jesus disse aos mestres da lei: “Eu vos pergunto: ‘O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca’?” (Lucas 6, 9). O Mestre afirmou isso olhando nos olhos de cada um deles, deixando-os desconcertados. E quando Ele curou a mão daquele homem, os fariseus ficaram furiosos e ali mesmo [na sinagoga] começaram a discutir e a pensar como fariam para destruí-Lo.

Meus irmãos, não só o sábado, mas todos os dias é dia de Deus! Hoje é o dia de você pedir ao Senhor por todas as suas enfermidades, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais, pois Ele está no meio de nós para nos curar. Nós não temos como nos apreender no corpo glorioso de Jesus, porque ele não é visível aos nossos olhos. Mas, para que tivéssemos algo visível, o Senhor se fez corpo e sangue por meio da Eucaristia.

Peça ao Senhor que Ele venha, no momento da comunhão, curar o que está “seco” em você, assim como Ele curou aquele homem que estava com a mão seca. Onde está o seu problema? Na coluna, no baço, nos ouvidos, brônquios? Seja o que for, para Deus nada é impossível e com Jesus tudo pode ser mudado pela oração. É o seu coração, são as suas artérias que estão entupidas? O que é que está “seco” em você?

Diga agora ao Senhor: “Meu Deus, cura-me (diga ao Senhor onde você precisa ser curado)”. Se você não puder comungar eucaristicamente, faça-o espiritualmente, porque, seja qual for a parte do seu corpo que estiver enferma, Ele pode curá-la. Talvez esta cura não seja sua, mas para alguém próximo a você. Seja um câncer ou outra doença qualquer, você pode comungar e pedir, na oração, que Jesus cure a pessoa portadora de tal enfermidade. Se você sofre com a doença de alguém, a quem você ama, peça ao Senhor: “Cure-o (a), Senhor (diga o nome da pessoa que precisa ser curada)”.

“Eu creio que ao tocá-Lo, Senhor, serei curado. Cura-me, meu Deus!”

Pode ser que a sua doença não seja física. Talvez você precise curar a sua alma, o seu espírito. Se você é uma pessoa ressentida, rancorosa, frustrada e decepcionada, saiba que esses sentimentos são “tóxicos”, pois acabam com você como se fossem soda cáustica. Diga ao Senhor: “Salve-me, eu não posso e não quero estar com essa doença. Sei que o Senhor pode me curar. Vou insistir para que o Senhor opere essa cura”.

Observe se a sua doença não é causada por algum pecado, um vício. Não importa qual seja o problema, pois todo pecado é como um nódulo cancerígeno. E não o queremos para nós nem para nenhum de nossos entes queridos. O pecado é traiçoeiro como o câncer ou como a AIDS, a qual deixa as pessoas sem imunidade, de modo que não elas têm como se defender. Assim também é o pecado. Peça ao Senhor que o liberte desse vício, porque Ele pode curar tudo e qualquer coisa, porque tudo é possível para aquele que crê. Tudo é possível a mim porque creio.
Hoje, quero proclamar Contigo: tudo pode ser mudado pela força da oração!

Fonte: Monsenhor Jonas


domingo, 22 de março de 2009

Amar tem poder de renovação


Amar tem poder de renovação
Como posso amar o próximo se ainda não me amo?

Se quiser ser de Deus, terá que viver as duas vias do Senhor: ‘Amarás ao Senhor teu Deus e ao próximo como a ti mesmo’.
O que você entende por esta palavra 'amor'?
É impressionante o quanto o amor de Deus nos toca. Os poetas sempre tentaram decifrar esse sentimento, mas nunca conseguiram. Assim como Luiz de Camões em seu célebre poema: ‘O amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer’.
O amor não se poetiza. Quantas vezes o sentimos e não sabemos onde realmente dói. O amor é revelação, inauguração, tem o poder de ser novo com aquilo que estava velho.
Jesus sabe da capacidade de olhar as coisas miúdas da vida, as que não damos valor e aquelas que ninguém havia visto antes. Colocando os pés no seguimento de Cristo, ouvimos a Palavra para olhar a vida diferente: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’. E o que significa amar o meu próximo? O que significa olhar para o meu irmão e saber que nele tem uma sacralidade que não posso violar?
Como posso descobrir esse convite de Deus de abrir os olhos às pessoas? No dia de hoje, eu lhe proponho que acabe com os 'achismos' do amor. A primeira coisa que Deus precisa curar é o que nós achamos do amor. Pois, muitas vezes, em nome dele [amor], nós fazemos absurdos: seqüestramos, matamos, fazemos guerra, criamos divisões.
O amor nos dá uma força que nem nós mesmos sabíamos que tínhamos. É a capacidade que ele tem de nos costurar. Quantas vezes olhamos para a objetividade do outro que nos motiva a ser melhores. É o amor com suas clarezas e suas confusões...
Muitas vezes, em nome do amor tratamos as pessoas como ‘coisas’.
Quando Deus entra em nossa vida e entramos na vida de outras pessoas, temos de entrar como Ele: agregando valores. Caso contrário é melhor que fiquemos de fora, porque você é um território que merece respeito.
Na passagem da sarça ardente (cf. Ex 3,2ss ) Deus se manifesta em uma árvore que pega fogo, mas não é consumida. Esse é o amor de Deus: Quanto mais nós amamos, mais somos consumimos; e se estamos esgotados é porque amamos ‘de menos’. Vamos ficando sem o vigor; mas a sarça queima sem se consumir. O fogo do amor não queima, pois é um fogo que faz outro fogo, e a experiência do amor de Deus é feita pelo amor de um para o outro. Quantas vezes você passou noites inteiras acordado pelo seu filho? Quanto sono perdido? Isso é por amor... Amar o outro é levar prejuízo.
Você vai saber o que é o verdadeiro amor quando você se consome, mas não se esgota. Você nunca vai dizer que está cansado de amar o seu filho. Você está cansada dos problemas causados por ele, mas não de amá-lo.
Quantas pessoas que procuram e estão necessitadas do amor, mas em sua busca correm atrás das micaretas e baladas? A busca do amor está aguçada. Todos estão querendo saber o que é o amor e todos estão precisando de cura. Quantas pessoas foram amadas erroneamente, trazendo as marcas de um amor estragado.
Tenha coragem de tirar as histórias do passado que doem e que você as carrega até o dia de hoje. Nenhuma pessoa pode amar a Deus se não se ama. Nenhuma pessoa pode ter uma experiência com Deus se não for pelo amor a si própria, pelo respeito por si mesma. O amor a Deus passa o tempo todo pelo cuidado que eu tenho com a minha vida, com a minha história. Como sou capaz de amar o próximo como a mim mesmo se ainda não me amo?
Faça caridade a você primeiro. Os seus amigos irão agradecer por você se amar. Quando o amor nos atinge, somos mais felizes. Um povo que se ama é um povo que sabe aonde vai. Eu ainda acredito no que Deus pode em mim.
Volte a gostar de você !

Pe. Fábio de Melo