segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Finados ou “Começados”?




Fantástico este dias de memória, saudade e solidariedade que levam milhares de pessoas aos cemitérios para rezar pelos mortos. Só o nome deste dia é que me incomoda um pouco: “finados”. A morte não é o “fim” para aquele que tem fé. Longe disso, é um novo começo. É como se, finalmente, tivesse terminado a nossa gestação no útero da história e no dia da morte fôssemos paridos para a eternidade. A morte é um parto. É o nascimento definitivo. Por isso, podemos celebrar neste dia 02 de novembro o DIA DOS COMEÇADOS!!!
Quando nascemos temos que chorar para aprender a respirar. Ao nosso redor todos fazem festa. Na morte é diferente. Os que amamos, ao nosso redor choram. Nós, ao contrário, faremos festa pois teremos a certeza da vida que não terminará jamais. Nem precisaremos mais fé. Viveremos da certeza eterna. Quero ver a cara dos santos ateus quando pasarem para o lado de lá do rio. Quero procurar alguns deles e perguntar: e aí… o que me diz agora? existe ou não existe?
Este grande começo é um dia para o qual devemos nos preparar diariamente. Cada dia pode ser o último. Hoje tive a notícia do falecimento do irmão de meu cunhado. Estas notícias sempre nos fazem parar, respirar fundo e pensar em nossa própria morte. Esta é uma das poucas certezas que temos na vida.
Um dia será a nossa vez.
Ahhh mais uma coisa… chorar ou não, eis a questão. Chore sim. Não seja forte demais no momento da dor da perda. Jesus também chorou quando seu amigo morreu.Maria chorou ao pé da cruz.
Chore com fé… se quiser até brigue com Deus… mas creia que ver a terra lá do céu será totalmente diferente do ver o céu aqui de baixo.
Amém!
PE. Joalzinho

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Decida-se pelo amor



Decida-se pelo amor

Fomos feitos pelo amor e para o amor. Amar é uma essência da vida.

Muita gente, porém, pensa que o amor é somente um sentimento que brota naturalmente sem que a gente precise fazer nada. Não! Amar é antes de tudo um ato de vontade. É necessário querer amar, é preciso tomar a decisão de amar, de expressar amor pelas pessoas com quem vivemos. Querer envolvê-las com sinais de amor, até mesmo surpreendê-las com as nossas manifestações de amor.

Aqueles que não foram amados, que não receberam amor, não tiveram um ambiente caloroso de amor, aqueles que não foram envolvidos neste clima de afeto partilhado, freqüentemente não sabem amar, não sabem expressar amor, não conseguem traduzir o amor em gestos. Não é que não exista amor neles; todos nós fomos criados para o amor. Há amor em nós, em todos nós!

O que essas pessoas não sabem é expressar o amor que há nelas. Não conseguem se manifestar em gestos de amor. Encabulam-se, inibem-se. Amar é resultados de aprendizagem! É preciso aprender a amar.

Decida-se pelo amor! É preciso que aconteça esse momento em nossa vida: a hora de decidir-se a amar, a manifestar amor em gestos concretos.

A gente aprende a amar, amando. A hora é agora! Amar é uma coisa tão importante, é algo tão vital que você não pode deixar para depois. Por que você não se decide agora? Por que você não toma a decisão de fazer gestos concretos de amor?

Não se assuste! Não se iniba, não é difícil! É decidir-se a começar a fazer gestos de amor. Será como a criança que dá seus primeiros passos. É como começar a dizer as primeiras palavras. É assim que se começa, é assim que se aprende a amar, é assim que se vence uma cadeia de morte, porque a Palavra de Deus diz claramente: "Sabemos que passamos da morte para a vida, por que amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte" (IJo 3,14).

Tome a decisão de começar a fazer atos de amor. Vai ser a mais linda decisão de sua vida. Não deixe para depois, faça isso agora. Decida-se a amar! Decida-se a fazer gestos concretos de amor! Decida-se!

Fonte:MonsenhorJonas

domingo, 17 de outubro de 2010

Nossa Senhora Aparecida... rogai por nós !

Nossa Senhora Aparecida... rogai por nós !
12/outubro
Padroeira do Brasil

Nossa Senhora em suas manifestações, geralmente adota a fisionomia do povo do país ou do lugar onde ela se manifesta. No México, deixou sua imagem impressa no manto do índio Juan Diego e ao contemplar sua imagem é interessante observar os traços indígenas de seu rosto. Em Lourdes, na França, a Virgem Imaculada Conceição dirigiu-se a Bernadete no dialeto falado naquela região dos Pirineus.Em Aparecida, Maria se deixa encontrar nas águas do rio Paraíba do Sul por três pescadores, em 1717, período em que no Brasil Colônia vigorava o regime de escravidão. Ao apanharem em suas redes uma imagem partida – corpo e cabeça – enegrecida por causa da água do rio e das velas acesas em sua honra, os três homens viram no acontecimento uma ajuda especial para a pesca abundante, após várias tentativas em vão.Entre os muitos milagres atribuídos à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, é muito conhecido o do escravo liberto das correntes que o prendiam enquanto, de joelhos, invocava a Virgem Maria.Mais tarde, alguns pregadores interpretaram esse prodígio como uma manifestação da solidariedade da Virgem Maria, em especial, com seus filhos feridos em sua dignidade humana e um sinal de sua ajuda na luta pela defesa de sua libertação.
Aquela imagem pequenina despojada de tudo, foi aos poucos se tornando objeto de especial veneração do povo brasileiro. Os devotos logo a cobriram com um manto da cor do céu brasileiro e a cingiram com uma coroa, reconhecendo-a como rainha – a servidora do povo junto de Deus.Em 1904, no dia 08 de setembro, o Papa Pio X, traduzindo o sentimento do povo e atendendo ao pedido de Dom Joaquim Arcoverde, feito em nome do episcopado brasileiro, autorizou, como era usual na Igreja para imagens e quadros insignes, a coroação solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida.No dia 17 de julho de 1930, o Papa Pio XI, atendendo ao pedido dos Bispos brasileiros, assinou o Decreto de Proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.Em 1931, no dia 16 de julho, na então Capital do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, o Presidente da República, o senhor Getúlio Vargas, acompanhado de todo o seu Ministério, autoridades diplomáticas, civis, militares e eclesiásticas e de uma grande multidão de fiéis, comemoraram solenemente Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.Maria é venerada e amada pelo povo brasileiro, de norte a sul, de leste a oeste e invocada com os mais variados títulos, sendo o título de Nossa Senhora Aparecida – que o povo lhe deu espontaneamente – o mais querido e invocado com mais carinho.Outros países do mundo – e até mesmo Continentes – tem seu padroeiro.
A Igreja
proclamou Santa Joana D’Arc, padroeira de França; São Tiago, padroeiro da Espanha. O Papa Pio X declarou Nossa Senhora de Guadalupe “Celestial Padroeira da América Latina”. Paulo VI proclamou São Bento padroeiro da Europa e João Paulo II acrescentou São Cirilo e Metódio, Santa Brígida da Suécia, Santa Catarina de Sena e Santa Edith Stein.Porque o Brasil, o país mais católico da atualidade não tem direito de ter sua padroeira?Nossa Senhora Aparecida tem sido, para muitos de nosso povo, inspiração de um estilo de vida solidária, fraterna, de atenção e acolhida ao outro, especialmente, aos mais pobres. Sua presença e devoção têm sido um elo de união e de integração entre todas as etnias, e nunca de divisão.Esporadicamente, aparecem oportunistas e com interesses escusos, questionando o título de “Padroeira do Brasil”, dado pela Igreja a Nossa Senhora Aparecida e acolhido calorosamente pelo povo brasileiro. A iniciativa de propor à Câmara Federal retirar este título é descabida, pois não foi ela quem o outorgou a Nossa Senhora Aparecida, além de tal proposta ofender o sentimento religioso do povo brasileiro, e em nada contribuir para tornar melhor a vida de nosso povo; antes muito pelo contrario, Nossa Senhora Aparecida é a Rainha e a Padroeira do Brasil por proclamação da Igreja e do povo brasileiro!
Dom Raymundo Damasceno Assis

Nossa Senhora Aparecida, exemplo para o povo brasileiro

Maria apareceu em muitos lugares, como Lourdes, Fátima e La Salete. No Brasil, o Senhor quis que ela "aparecesse" através de uma imagem. A imagem é uma representação plástica que se torna uma linguagem forte. A linguagem visual. O importante é que a imagem seja autêntica. Ou seja, que contenha uma mensagem para transmitir e que o faça.Nossa padroeira se apresentou no Brasil por meio de uma imagem. Isso traz um significado profundo. É Deus se manifestando através dos recursos que temos para melhor compreender sua mensagem. Nosso povo é pobre e muitos não sabiam ler. Até hoje, é grande o número de analfabetos. Mesmo aqueles que sabem ler não têm o costume de se aprofundar na leitura, no tema. A imagem, então, é uma importante ferramenta de comunicação com o povo. No Brasil, imagem evangelizadora que Deus usou foi a tão simples e pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida. Na sua humildade, Maria se coloca sempre pequena. Por isso, Deus a fez grande. Realizou nela maravilhas. Ela é a pobre do Senhor. E porque assim se fez, o Senhor olhou para sua pequenez, para sua humildade e nela fez maravilhas.Foi assim que Maria pôde profetizar em seu cântico: "Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada." Todo esse trabalho de evangelização, que estamos realizando, hoje, deve ser feito com a força e o poder de Deus. Para que isso aconteça, ele só pode ser feito na humildade. A eficácia sobrenatural está intimamente ligada à humildade. Você pode e deve ser muito humilde e, por isso mesmo, muito eficaz.É muito comum as pessoas confundirem eficácia com altivez, orgulho e auto-suficiência. Isso é do mundo. É daquele que é o soberbo, o orgulhoso. Para ele é assim. Mas, para Deus não! Aprenda, com a pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida, a sua eficácia. Não houve no mundo eficácia como a de Maria. Ela deu ao mundo o Salvador. Ela trouxe a salvação a toda humanidade. Maria tudo realizou na humildade. Não encontramos na Bíblia alguém mais pobre e humilde de coração. Justamente porque foi a mais pobre, a mais humilde, a mais simples; é que Deus fez dela a maior maravilha: o ponto de ligação entre a terra e o céu. Humildade não é sinônimo de ineficiência. As pessoas pensam que os humildes são ineficientes. Não! Os orgulhosos, os vaidosos, os auto-suficientes fazem estardalhaço, mas são iguais ao bumbo, que emite som alto e é oco por dentro. O segredo da eficácia está na humildade. Você conhece alguém mais eficaz do que Maria? Ela trouxe o Salvador e a salvação a este mundo: a essência. Portanto, nós é que precisamos aprender essa eficácia com Maria.
Monsenhor Jonas Abib
Consagração a Nossa Senhora Aparecida

“Ó Maria Santíssima, que em vossa querida imagem de Aparecida espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil, eu, cheio (a) do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado (a) a vossos pés consagro-vos meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis.Consagro-vos minha língua, para que sempre vos louve e propague vossa devoção. Consagro-vos meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas. Recebei-me, ó Rainha incomparável, no ditoso número de vossos filhos e filhas. Acolhei-me debaixo de vossa proteção. Socorrei-me em todas as minhas necessidades espirituais e temporais e, sobretudo, na hora de minha morte. Abençoai-me, ó Mãe Celestial, e com vossa poderosa intercessão fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda a eternidade.”
Assim seja!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Santa Teresinha do Menino Jesus 01 / outubro


01 / outubro
Santa Teresinha do Menino Jesus

A vida da santa Teresa de Lisieux, ou santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, seu nome de religiosa e como o povo carinhosamente a prefere chamar, marca na história da Igreja uma nova forma de entregar-se à religiosidade. No lugar do medo do "Deus duro e vingador", ela coloca o amor puro e total a Jesus como um fim em si mesmo para toda a existência eterna. Um amor puro, infantil e total, como deixaria registrado nos livros "Infância espiritual" e "História de uma alma", editados a partir de seus escritos. Sua vida foi breve, mas plena de dedicação e entrega. Morreu virgem como Maria, a Mãe que venerava, e jovem como o amor que vivenciava a Jesus, pela pura ação do Espírito Santo.

Teresinha nasceu em Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873. Foi batizada com o nome de Maria Francisca Martin e desde então destinada ao serviço religioso, assim como suas quatro irmãs. Os pais, quando jovens, sonhavam em servir a Deus. Mas circunstâncias especiais os impediram e a mãe prometeu ao Senhor que cumpriria seu papel de genitora terrena, mas que suas filhas trilhariam o caminho da fé. E assim foi, com entusiasmada aceitação por parte de Teresinha desde a mais tenra idade.

Caçula, viu as irmãs mais velhas, uma a uma, consagrando-se a Deus até chegar sua vez. Mas a vontade de segui-las era tanta que não quis nem esperar a idade correta. Aos quinze anos, conseguiu permissão para entrar no Carmelo, em Lisieux, permissão concedida especial e pessoalmente pelo papa Leão XIII.

Ela própria escreveu que, para servir a Jesus, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, mártir... Mas ao perceber que o amor supremo era a fonte de todas essas missões, depositou nele sua vida. Sua obra não frutificou pela ação evangelizadora ou atividade caritativa, mas sim em oração, sacrifícios, provações, penitências e imolações, santificando o seu cotidiano enquanto carmelita. Essa vivência foi registrada dia a dia, sendo depois editada, perpetuando-se como livro de cabeceira de religiosos, leigos e da elite dos teólogos, filósofos e pensadores do século XX.

Teresinha teve seus últimos anos consumidos pela terrível tuberculose, que, no entanto, não venceu sua paciência com os desígnios do Supremo. Morreu em 1° de outubro de 1897, com vinte e quatro anos, depois de prometer uma chuva de rosas sobre a Terra quando expirasse. Essa chuva ainda cai sobre nós, em forma de uma quantidade incalculável de graças e milagres alcançados através de sua intervenção em favor de seus devotos.

Teresa de Lisieux foi beatificada em 1923 e canonizada em 1925 pelo papa Pio XI. Ela, que durante toda a sua vida teve um grande desejo de evangelizar e ofereceu sua vida à causa missionária, foi aclamada, dois anos depois, pelo mesmo pontífice, como "padroeira especial de todos os missionários, homens e mulheres, e das missões existentes em todo o universo, tendo o mesmo título de são Francisco Xavier". Esta "grande santa dos tempos modernos" foi proclamada doutora da Igreja pelo papa João Paulo II em 1997



LADAINHA DE SANTA TERESINHA

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus, Pai do Céu, tende piedade de nós.
Deus, Espírito Santo, tende piedade de nós.
Ssma. Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Nossa Sra. do Carmo, rogai por nós.
São José, rogai por nós.
Santa Teresa de Ávila, rogai por nós.
São João da Cruz, rogai por nós.
São Rafael Kalinowski, rogai por nós.
Santa Elisabeth da Trindade, rogai por nós.
Santa Teresa dos Andes, rogai por nós.
Santa Teresa Margaret Redi, rogai por nós.
Beata Edith Stein, rogai por nós.
Beata Maria Sacrário de São Luiz Gonzaga, rogai por nós.
Beata Maria das Maravilhas de Jesus, rogai por nós.
Santa Teresinha, estrela luminosa do Carmelo, rogai por nós.
Santa Teresinha, Padroeira das Missões, rogai por nós.
Santa Teresinha, Doutora da Pequena Via, rogai por nós.
Santa Teresinha, Padroeira da França, rogai por nós.
Santa Teresinha, Filigrana do Espírito Santo, rogai por nós.
Santa Teresinha, do amor filial, rogai por nós.
Santa Teresinha, perfeição de fé, rogai por nós.
Santa Teresinha, pequena fortaleza de Deus, rogai por nós.
Santa Teresinha, vocação para o amor, rogai por nós.
Santa Teresinha, asceta e mística, rogai por nós.
Santa Teresinha, amor no coração da Igreja, rogai por nós.
Confiança obstinada, rogai por nós.
Confiança invencível, rogai por nós.
Confiança heróica, rogai por nós.
Confiança na própria fraqueza, rogai por nós.
Desejo de santidade, rogai por nós.
Desejo de amor, rogai por nós.
Desejo de virtudes, rogai por nós.
Desejo de renúncia, rogai por nós.
Desejo de retidão, rogai por nós.
Desejo de fidelidade, rogai por nós.
Desejo de perfeição, rogai por nós.
Alma simples, rogai por nós.
Alma sublime, rogai por nós.
Alma cândida, rogai por nós.
Alma missionária, rogai por nós.
Alma penitente, rogai por nós.
Alma pequenina, rogai por nós.
Alma paciente, rogai por nós.
Alma humilde, rogai por nós.
Alma pacífica, rogai por nós.
Alma suave, rogai por nós.
Alma que escolheu tudo, rogai por nós.
Alma dos pequenos sacrifícios, rogai por nós.
Alma doce na noite da provação, rogai por nós.
Apóstola da Misericórdia, rogai por nós.
Apóstola da Confiança e do Abandono, rogai por nós.
Apóstola da Simplicidade de Coração, rogai por nós.
Anjo dos Enfermos e Prisioneiros, rogai por nós.
Pequena Irmã dos Pobres em Espírito, rogai por nós.
Irmã Universal, rogai por nós.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
Rogai por nós, Santa Teresa do Menino Jesus da Santa Face, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos... Ó Deus, que sois glorificado em vossos santos e santas, ouví-nos por intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus, que nos ensinou o Pequeno Caminho da confiança e do abandono em vossa Misericórdia. Por Cristo Nosso Senhor, Amém.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Na obediência vamos adquirindo a sabedoria




Na obediência vamos adquirindo a sabedoria

Muitas vezes, a resposta vem não de acordo com a nossa expectativa. Estávamos querendo comprar algo, não é? Afinal de contas, está em oferta, é uma ocasião única de fazer aquele negócio. E a resposta do Senhor, lá dentro de nós, é: "Não, não compre, você não precisa, não é hora de comprar". E passamos a ter a certeza de que o que Deus semeia lá dentro é o "Não, não compre", embora a nossa sensibilidade esteja afogueada em comprar, por se acreditar estar diante de uma boa chance. Mas na hora em que captamos a resposta de Deus: “não”, com toda a obediência e docilidade, nada fazemos.

Se não é comprar, não compro. Para isso eu preciso de oração, para ser dócil, para ser obediente. Porque, muitas vezes, Deus já semeou a resposta dentro de nós e fizemos justamente o contrário do que o Senhor disse.

Quantas vezes você estava numa situação difícil na sua casa, e a sua vontade era brigar, "jogar tudo na cara" do outro. Mas um pouquinho antes de você começar a falar, de "soltar os cachorros", a resposta de Deus Pai veio lá de dentro:"Não, não fale! Não diga, não xingue agora".

Às vezes, ao contrário, Deus quer que falemos com o filho sobre tal coisa, que a esposa fale ao marido algo de que não gostou ou que ele não deve fazer. E o Senhor diz em nosso interior: "Vá e fale". E a gente escuta, mas, por medo, não tem coragem, não vai, não fala. Não fala para o filho, não fala para o marido, não fala para a mulher naquela hora. E depois estraga tudo. Por quê? Porque faltou obediência, faltou docilidade.

E é justamente na docilidade – quando Deus diz "Sim, é para fazer" –, e na obediência que vamos adquirindo a sabedoria. Porque hoje o Senhor fala, eu obedeço; amanhã Ele fala, eu obedeço; depois Ele fala novamente, eu obedeço. Deus fala, eu digo: "Sou vosso, Senhor"; Deus fala, eu faço do jeitinho d'Ele. E com isso vou adquirindo prática em captar a resposta do Todo-poderoso, em pôr aquilo em ação.

(Trecho do livro "A Sabedoria está no ar" de monsenhor Jonas Abib
)

domingo, 26 de setembro de 2010

Se você desistiu de tudo, volte depressa!


Se você desistiu de tudo, volte depressa!

Se nos entregamos aos problemas, damos brecha às divisões, à fofoca e anulamos a ação e a força do Espírito Santo em nós. Os problemas existem e devem ser enfrentados. Mas não podemos ficar parados neles. Precisamos ter em mente que estamos numa obra de Deus e não de homens. Foi o Senhor quem nos chamou e nos dá a garantia:

“Eu, hoje, faço de ti uma fortaleza, uma coluna de ferro, uma muralha de bronze, ante toda esta terra, ante os reis de Judá, seus ministros, seus sacerdotes e sua milícia: Eles lutarão contra ti, mas sem resultado: eu estou contigo – oráculo do Senhor – para te libertar” (Jr 1,18-19).

O Senhor investiu muito em nós, agora está nos convocando de novo. Se você desistiu de tudo, volte depressa!

Deus Pai chama de volta todos aqueles que se afastaram. Todos os que já trabalharam conosco, e os que já trabalharam em outros movimentos da Igreja. Os que pregavam, os que davam testemunhos, aqueles que com seus trabalhos, suas orações, arrastavam as redes repletas de peixes... Todos são chamados de volta! Por mil motivos, muitos deles voltaram para “o mar da vida”, mas estão marcados: são do Senhor. São apóstolos. São pescadores de homens. É preciso buscá-los, repescá-los sem medo.

Fonte:(Trecho do livro "Vocação: um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)

domingo, 19 de setembro de 2010

A EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (14/09)


A EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ (14/09)
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós! (15/09)

A 14 de setembro, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. Essa festa vem dos primórdios da cristandade, porque a morte do Senhor sobre a Cruz é o ponto culminante da Redenção da humanidade. A glorificação de Cristo e a nossa salvação passam pelo suplício da Cruz. Cristo, encarnado na Sua realidade concreta humano-divina, se submete voluntariamente à humilde condição de escravo (a cruz era o tormento reservado para os escravos) e o suplício infame transformou-se em glória perene.)

Os apóstolos resumiam sua pregação no Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de quem provêm a justificação e a salvação de cada um. São Paulo dizia que Cristo cancelou “o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na Cruz” (Cl 2,14). É por isso que cantamos na celebração da adoração da santa Cruz na Sexta-Feira Santa: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo: Vinde! Adoremos!”

O caminho da cruz, da humilhação e da obediência, foi o que Deus escolheu para nos salvar. Por isso, amamos e exaltamos a santa Cruz. Santo Antônio, Doutor do Evangelho e “martelo dos hereges”, dizia: “Porque Adão no paraíso não quis servir ao Senhor (cf. Jr 2,20), por isso o Senhor assumiu a forma de servo (cf. Fl 2,7) para servir ao servo, a fim de que o servo já não se envergonhasse de servir ao Senhor.”

Poucos, como esse santo, conheceram o profundo mistério da encarnação do Verbo e Sua obediência até a morte de cruz para nos salvar. São Paulo resumiu tudo, dizendo aos filipenses que “sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso Deus o exaltou soberanamente” (Fl 2,6-9). Se o Senhor passou por esse caminho de obediência, humilhação e crucificação, será que para nós, cristãos (imitadores de Cristo!), haverá outro caminho de salvação? Resposta: Não.

Somente pela cruz, que significa morte ao próprio Eu, à própria vontade, para acatar com fé, alegria e ação de graças a vontade de Deus, poderemos nos salvar. E é o próprio Senhor quem nos diz isso muito claramente: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9,23) e “se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto” (Jo 12,24b). Cada um tem a sua cruz.

Por que essa necessidade de tomar a cruz a cada dia? Por que é preciso morrer para dar fruto? A resposta é que o homem velho, corrompido pela concupiscência, só pode ser despojado de si mesmo pela cruz, a fim de que, como disse São Paulo, seja “revestido do homem novo, criado à imagem de Deus em justiça e santidade verdadeira” (Ef 4,22-24).

É pela nossa cruz de cada dia que cada um carrega, que Deus nos santifica (cf. Hb 12,10), fazendo-nos morrer para todas as más inclinações do nosso espírito. É pela cruz que chegaremos à glorificação, como o Senhor Jesus. É por isso que exaltamos a santa Cruz. E é por essa cruz de cada dia (doenças, aborrecimentos, penúrias, humilhações, cansaços, injustiças, incompreensões, etc.) que temos a graça e a honra de poder “completar em nossa carne o que falta à paixão do Senhor no seu Corpo, a Igreja”(cf. Cl 1,24).

É preciso lutar contra a repugnância que temos da cruz. São João da Cruz dizia que o que mais nos faz sofrer é o medo que temos da cruz. E Santa Teresa dizia que, quando a abraçamos nossa cruz com coragem e vontade, ela se torna leve. Enfim, precisamos levar a cruz e não arrastá-la…

A maior lição que aprendi com os santos foi esta: não há maior glória que possamos dar a Deus do que sofrer com fé, paz e esperança, dando graças a Ele por ter-nos achado dignos de sofrer por Seu amor. “A alegria dos moradores do céu, dizia Santa Teresinha do Menino Jesus, consiste em sofrer e amar por amor a Deus”. Mas para isso precisamos da graça de Deus, pois nossa natureza tem horror à cruz. Entretanto, o que é impossível à natureza é possível à graça, disse Santo Agostinho. Fiquemos em paz porque Deus é fiel; e não nos dará cruzes mais pesadas do que as nossas forças; e cada uma delas será para o nosso bem, por mais incrível que possa parecer. Enfim, “tudo concorre para os que amam a Deus” (Rm 8,29); por isso devemos glorificá-lo sempre, especialmente nas horas amargas.

Exaltemos a santa Cruz!