quinta-feira, 19 de março de 2009

O 'sim' da conversão

19/MARÇO
SÃO JOSÉ, ROGAI POR NÓS !!!



O 'sim' da conversão
A renúncia de uma vida de ilegalidade

Converter-se é deixar de viver longe de Deus. Sair do estado de perdição, deixar o pecado. Não somente o ato mau em si, mas o estado que resulta dele, o estado da perda da salvação e o sentimento de inimizade contra Deus. O passar a viver e estar longe de Deus. Conversão consiste em voltar para o Senhor com todo o coração, retomar o caminho das suas veredas.
A conversão é um conceito complexo, que significa uma profunda mudança de coração sob o influxo da Palavra de Deus. Essa transformação interior exprime-se nas obras e, por conseguinte, na vida inteira do cristão. A conversão significa a vitória sobre o velho homem que está enraizado (a existência carnal) e o começo de uma vida nova (a vida no Espírito) criada e governada pelo Espírito de Deus. É um fato que na História da Salvação, após o pecado original, cada vez que Deus vai ao encontro do homem para com ele dialogar, o faz para provocar nele a conversão do coração.
Não basta renunciar somente a um ato mau, nem a um hábito pecaminoso. Precisa-se ir ao centro da existência: todo o coração e todo o procedimento devem ser mudados. O afastamento de Deus somente termina quando o próprio Senhor se achega pessoalmente do homem.
A conversão, como saída do estado de pecado, de ausência de Deus e de perda da salvação, está unida à aceitação incondicional da soberania divina. Reconhecendo que se praticou o mal, que se tem necessidade de Redenção e de uma transformação completa.
Quem realmente se converte, submete-se de boa vontade à lei divina. Renuncia à vida de ilegalidade. Converter-se é deixar de viver na injustiça. Quem se converte reconhece o quanto deve a Deus e esforça-se por Lhe dar a devida honra. Todo pecado cria um estado permanente de sonegação de justiça para com Deus. É uma inimizade habitual, uma injustiça. É uma recusa permanente de dar ao Senhor a glória que Lhe pertence e de prestar ao Pai a obediência e o amor filial. A conversão tira-nos desse mísero estado. Supõe uma renovação integral do coração.
Converter-se é deixar de viver na mentira. Quem se converte afasta-se da mentira. O pecado é mentira. Por isso, a conversão requer uma mudança total de mentalidade, um espírito novo, o Espírito da Verdade. A conversão é um 'sim' à verdade.
Conversão é a volta à casa do Pai e a entrada no Reino de Deus. Passagem das trevas do pecado para a luz da Graça. O caminho que Deus aponta conduz a uma conversão séria e autêntica do coração. Deus apela para a liberdade humana e que a íntima conversão desta liberdade é obra Sua.
A conversão se inicia no momento em que Deus se digna de derramar “o espírito de graça e de preces” (cf. Zac 12, 10). Porém, nossa conversão não se realizará sem o 'sim' de nossa liberdade.
A conversão culmina, – é próprio da essência dela –, em um novo nascimento, num renascimento do alto, de Deus. A volta à casa do Pai é a reintegração nos direitos de filho. Não é algo que se processa unicamente no exterior, mas é uma ação interior, uma modificação vital, um nascimento pelo Espírito. Para o homem, a conversão é, pois, infinitamente mais que o simples fato negativo de se livrar da escravidão do pecado, porque para Deus, o converter-se é infinitamente mais que perdoar pecados, é fazer o dom de uma vida nova. O homem torna-se filho de Deus.
O único modo efetivo de descobrir sempre mais a própria identidade é o árduo, mas consolador, caminho da conversão sincera e pessoal, com um humilde reconhecimento das próprias imperfeições e pecados; e a confiança na força da ressurreição de Cristo. Essa transformação interior exprime-se nas obras e, por conseguinte, na vida inteira do cristão.
Fonte:Padre Reginaldo

terça-feira, 17 de março de 2009

Perdoar sempre é amar

Perdoar sempre é amar

O segredo é perdoar
Caridade é dar-se inteiro a alguém que não merece
Para perdoar os outros devemos sempre nos lembrar de como Deus nos perdoou em Cristo. Devo perdoar quem me ofendeu não porque eu seja bom ou a pessoa seja boa. Devo perdoar não porque a pessoa mereça ser perdoada. Afinal de contas, se formos tentar saber se a pessoa tem ou não tem a culpa, se fez aquilo consciente ou inconscientemente, acabaremos por cair no murmúrio, até porque naquele momento nosso coração está ferido e machucado e, numa situação assim, ninguém consegue pensar corretamente. Logo, para evitar qualquer possibilidade de alimentar a mágoa, o segredo é perdoar imediatamente. E perdoar como o Senhor nos perdoa. Para isso é preciso revestir-se da caridade.
Caridade não é dar alguma coisa a alguém. Isso é filantropia. Caridade é dar-se inteiro a alguém que não merece! Foi isso que Jesus fez por mim e por você. Foi isso que Jesus fez pela humanidade inteira. Ele se ofertou, inteiramente, a todos, inclusive àqueles que estavam sendo usados para crucificá-lo: "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem" (Lc 23,34).
Jesus, na cruz, nos ensina um dos grandes segredos para a cura do ressentimento: Declarar o perdão! Independentemente do fato de o outro merecer, eu preciso perdoar e declarar o perdão. Ao rezar ao Pai pedindo que perdoasse aqueles que o estavam matando, Cristo nos ensinou uma oração de cura do ressentimento para ser usada em todas as circunstâncias, inclusive naquelas em que não estamos conseguindo perdoar. Ao pedir ao Pai que perdoasse aquelas pessoas, Jesus nos ensinou a contar com o Pai nas situações mais difíceis de nossa vida. Mostrou-nos que o Pai está sempre pronto a nos ajudar a perdoar. Ensinou-nos também que, quando não conseguimos perdoar, devemos pedir ao Pai que perdoe em nosso lugar. Mas está implícita também, na oração do Senhor, a verdade de que toda ofensa dirigida a alguém sempre termina por acertar no coração do Pai. Tudo o que fazemos de mal a alguém atinge afinal também o coração do Pai, pois Ele nos ama e nos fez imagem e semelhança d'Ele.
Como imagem e semelhança que somos de Deus, precisamos dar um passo a mais e nos transformar em filhos do Pai do Céu. Só nos tornamos verdadeiramente filhos de Deus quando passamos a agir segundo Deus. Quando não perdoamos, nos assemelhamos ao encardido e aos poucos nos tornamos filhos dele, quando o reproduzimos em nossos sentimentos e depois em nossas atitudes. O filho deve ter a cara do pai. O filho traz consigo o sangue do pai. Se fizer um exame genético no filho, acaba-se por descobrir o pai. Por isso tanta gente faz hoje o exame de DNA.
Quando cheguei a Nagoya, uma das maiores cidades do Japão, vi um jovem com uma camiseta na qual estava estampada a sigla DNA – e sob ela algo que um dia eu disse num acampamento da Canção Nova: Deus, nosso Autor!. Fiquei tão feliz em ver uma frase que tive a inspiração de dizer estampada naquela camiseta. Imagine, então, a alegria de Deus quando vê estampado em nosso coração o amor que Ele semeou em nós. Somente pelo perdão vivido explicitamente é que nos tornamos, de fato, filhos e filhas de Deus. Enquanto não perdoamos, estamos vivendo como se fôssemos adotados pelo encardido. Aliás, muitas vezes, nos comportamos assim.
É preciso perdoar sempre e perdoar especialmente os que não merecem nosso perdão. Esse é o segredo que nos faz agir como filhos e filhas de Deus.
(Trecho extraído do livro "A Cura do Ressentimento" do saudoso padre Léo )

domingo, 15 de março de 2009

O PERDÃO NOS LIBERTA E NOS CURA


O PERDÃO NOS LIBERTA E NOS CURA

Hoje é um dia para você – que é pai e para você que é mãe – perdoar cada filho que precisa do seu perdão. Tenham eles feito o que for, e mesmo que ainda façam algo que os desagrade, peçam a graça do perdão ao Senhor. Perdão é decisão, e mesmo que o coração de vocês esteja ferido por tudo o que eles fizeram, hoje Deus quer lhes dar a graça do perdão. Disponham-se a perdoar seja quem e o que for.

A falta de perdão está acabando com vocês. Mesmo que estejam magoados, feridos, o coração de vocês é de pai e de mãe. Talvez esse filho tenha trazido desonra e isso está acabando com vocês espiritual e psicologicamente. É como soda cáustica, que colocada na boca, já começa a corroê-la [boca]. Espiritual, psicológica e até mesmo fisicamente essa dor está acabando com vocês mesmos em primeiro lugar. Deus está lhes dando a graça de perdoar. Eu peço em nome de Deus: Perdoem-nos.

Perdão não é sentimento, é ato de vontade. Queiram perdoá-los! Realizem o ato da vontade de perdoar. Agarrem essa graça do perdão. E digam do fundo do coração: "Eu te perdôo" (Digam o nome de seu filho, filha). Mesmo que tenham perdido as esperanças na mudança deles – por causa de suas atitudes – perdoem-nos.

Fonte:CN>

quarta-feira, 11 de março de 2009

Igreja perfeita é igual a hospital perfeito


Igreja perfeita é igual a hospital perfeito

Mande embora suas decepções com as pessoas da Igreja! Muitos acabaram se bandeando para seitas à procura de uma Igreja perfeita. Mas isso não existe! A verdadeira Igreja de Jesus é esta, da qual o Senhor falou na casa de Levi:

“Não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes. Eu vim chamar não os justos, mas os pecadores, para que eles se convertam.”

Na Igreja de Cristo o que existe são doentes em recuperação. No hospital todo dia sai uma turma de enfermos – saem sãos – e logo já estão entrando outros [doentes].... E sempre há pessoas na fila para entrar. Com a Igreja acontece o mesmo. Portanto, o que vamos encontrar na Igreja de Cristo são enfermos e enfermidades. Você que acabou abandonando a verdadeira Igreja por decepções, em busca de uma Igreja perfeita, volte logo. A única Igreja perfeita está aqui. É a Igreja da qual Jesus falou:

“Não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes”.

Essa é a Igreja perfeita, porque hospital perfeito é aquele que tem as suas portas abertas para os doentes... Todos os doentes!

Enquanto os doentes forem doentes, o hospital os conserva. Hospital perfeito não manda embora o enfermo, porque está enfermo. Hospital perfeito não é aquele em que o são fica e o doente, porque ficou doente, é mandado embora. Infelizmente, há quem faça isso. Por isso, eu sou obrigado a dizer para quem faz isso: Essa não é a Igreja de Jesus. Se você foi buscar essa tal “igreja perfeita”, eu lhe digo: essa não é a Igreja perfeita. Igreja perfeita é igual a hospital perfeito. Pois hospital perfeito tem as suas portas sempre abertas para o doente (enquanto este está doente há um leito à disposição, um tratamento adequado; e se, por acaso, ele tem uma recaída a primeira que o hospital faz é recolhê-lo de volta). Hospital perfeito recolhe aqueles que recaem.

Hospital de "recata"! É nesse hospital que eu quero ficar, porque sou “recata” também. Nós temos de ficar nele, porque Maria, a Mãe de Jesus, a grande Enfermeira de Deus, está nos recatando. O “hospital dela” vai ficar cheio de recata. Se você estiver disposto a ficar nele, fique! Do contrário, procure outro. Só que devo lhe dizer: A Igreja de Jesus é esta na qual nós, graças a Deus, estamos e nela vamos ficar.

Fonte:CN>


domingo, 8 de março de 2009

Como viver o tempo da Quaresma?

Como viver o tempo da Quaresma?
Como viver o tempo da Quaresma?
Crie em sua casa ou no seu quarto um ambiente convidativo à oração
A Quaresma é um tempo de graça, um verdadeiro Kairós, tempo da manifestação de Deus. Este tempo tem como característica duas realidades muito importantes:
1. Olhar para Jesus;
2. Conversão.
Neste tempo, somos levados pela Igreja a seguir Jesus em seus últimos momentos de vida para – junto com Ele – aprendermos o que é o amor e a misericórdia. Por diversas vezes, o Senhor vai se revelando como o rosto misericordioso do Pai, assumindo até as últimas conseqüências a vontade do Pai, que é salvar a cada filho. É um caminho de “subida”, não só para Jerusalém, mas até o mais alto grau do amor que se concretiza na cruz.
Jesus, muitas vezes, vai anunciar sua Paixão dizendo que o Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado e morto, mas no terceiro dia ressuscitará. Vemos nesses anúncios também o desejo do Senhor de se entregar. Está aí a sua disposição em dar até a própria vida em nosso resgate. Ele não somente falou a respeito do amor que se revela ao dar a vida pelos amigos, mas o fez em sua própria vida. Assim, tornou-se o exemplo mais sublime que devemos seguir para realmente sermos felizes.
Quaresma é também conversão, revisão de vida e mudança de atitude.
Tudo concorre para isso nesse período: a liturgia, os cânticos, as orações. É tempo de olhar para tudo o que temos vivido e como temos vivido: nossos relacionamentos em casa, no trabalho, na escola, nosso relacionamento com Deus. Será que Ele tem sido o nosso tudo? Nossa relação com Ele é de confiança, de intimidade e amor?
Quaresma é tempo do perdão. O profeta Isaías nos diz no capítulo 30, 18: “Em vista disso, o Senhor espera a hora de vos perdoar. Ele toma a iniciativa de mostrar-vos compaixão, pois o Senhor é um Deus justo – felizes os que nele esperam
É um tempo de grande graça. É o Senhor quem toma a iniciativa de nos mostrar compaixão. Em nossas paróquias, além do tempo normal de confissões, temos os mutirões de confissão, celebrações penitenciais. Tudo se torna propício para nossa conversão. Por isso, não podemos perder tempo.
Algumas atitudes nossas podem nos ajudar a mergulhar fundo nessa graça. Por exemplo:
- Aproveite esse tempo para silenciar um pouco, criar um clima de interioridade, evitando músicas muito altas em casa, no quarto; valorizando as que nos levam a uma maior reflexão e oração.
- Separe um tempo do dia para a oração pessoal. Crie em sua casa ou no seu quarto um pequeno altar, ali coloque um crucifixo, uma vela, a Bíblia aberta, para que o ambiente seja convidativo à oração.
- Nas sextas-feiras, se for possível, medite as estações da Via-Sacra. Isso o ajudará a mergulhar no mistério da Paixão do Senhor.
- Durante o tempo quaresmal se proponha a também fazer obras de misericórdia. Por exemplo: visitar um doente, visitar um asilo, levar alguma ajuda concreta a uma família mais carente, como roupas que você já não esteja usando ou alimentos. Tudo isso gerará em seu coração um sentimento de alegria por poder fazer algo de bom a alguém.
- Quaresma é tempo de perdoar e de pedir perdão. Se você tem alguém, a quem precisa perdoar, peça a Deus a graça de conceder esse perdão e se foi você que feriu esse alguém, dê o passo em direção à pessoa e peça perdão. É tempo de reconstruir as pontes de reconciliação.
- A confissão é fundamental nesse tempo, não deixe para a última hora, procure o sacerdote no decorrer da Quaresma para que, auxiliado pela graça desse sacramento, você colha todos os frutos deste tempo.
A Quaresma é entendida como um grande retiro, um retiro de 40 dias, no qual nos voltamos de coração sincero para o Senhor e d’Ele recebemos uma nova vida. O importante é que eu e você tomemos consciência de tudo o que o Senhor deseja realizar em nossas vidas e nos esforcemos para não deixar a graça passar
.
Fonte: CN

quarta-feira, 4 de março de 2009

Quaresma, tempo de se decidir pelo Senhor!


Quaresma, tempo de se decidir pelo Senhor!

Quaresma, tempo de se decidir pelo Senhor!
É tempo de retomar a vida de oração: "Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo" (I Ts 5,17-18).
Sinto que o Senhor nos quer restaurar a partir da nossa vida de oração. Não é questão de orar e cumprir umas determinações quanto à nossa espiritualidade, mas é toda uma retomada de vida em oração. Uma vida de um relacionamento pessoal com Deus. Uma vida de intimidade com o Pai, com o Espírito Santo, com Maria.
Não são simples palavras, preste atenção: é intimidade, é relacionamento pessoal, é vida. Aí está o segredo e a fonte da nossa retomada. Se formos fiéis a retomada acontecerá. Essa retomada é muito simples, é só você buscar fazer todas as coisas com Deus, em Deus e para Deus. São Paulo nos recomenda: "Orai sem cessar" (1Ts 5,17). A oração nos mantém interligados ao coração de Jesus.
Orar sem cessar é manter o coração sempre aberto em colóquio com Deus, em qualquer lugar, em qualquer tempo. Vale a pena retomar nossa vida de oração!
Convido você, hoje, a assumir a proposta do pregador dos exercícios espirituais para o Santo Padre e seus colaboradores: Quaresma é tempo de decidir-se pelo Senhor! Decidir por Ele implica fazer todas as coisas em Sua presença. Ele caminha conosco.
Quaresma é um tempo de peregrinação no interior dos nossos corações, no desejo de mudarmos as nossas atitudes, palavras, pensamentos, ajustando-nos a Jesus, nosso Mestre.
Decida-se hoje por Jesus, dispondo-se a ser melhor como pessoa, como irmão, como pai, mãe, profissional. Vamos fazer tudo por amor a Jesus.

Fonte: CN

domingo, 1 de março de 2009

TEMPO DA QUARESMA

*Aviso:
Link Pe. Fábio - palestra nova
O DIREITO DE ESCOLHER - ACAMP. CARNAVAL 2009
TEMPO DA QUARESMA


Clima de reflexão
"Misericórdia ó Senhor, pois pecamos" (Salmo 50).


Percebam como a Igreja está hoje, a melodia do Salmo é uma melodia triste. O clima da Igreja é este, entramos num clima de reflexão, não é de alegria, gritos, é de tristeza.

Deus é amor, é bom, mas nossas atitudes não são boas diante d'Ele, e a Igreja está dizendo a este Deus que é bom: "Tende piedade". Nós não vamos chegar pulando diante de Deus pedindo perdão, não é tempo dos católicos ficarem dançando com euforia, são quarenta dias de "tristeza". É tempo dos cristãos estarem revestidos de cinzas pedindo a Deus perdão.

'Quaresma é tempo de silêncio'
Por ser quarenta dias, temos a tendência de esquecer. Antigamente se levava mais a sério esse tempo, agora vivemos a quaresma sem esse clima de tristeza.

“Agora, diz o Senhor: "voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos” (Joel 2, 12).

Por que lágrimas? Porque o povo vivia longe de Deus. O pecador vai diante de Deus chorando, quarenta dias de choro, lágrimas.

“Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembléia; congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito” (Joel 2, 15-16).

Se reúnam para rezar, Deus está pedindo. É preciso olharmos como estamos diante de Deus.

É preciso fazer penitência. Tem gente que não consegue viver sem música, então faça penitência de não ouvir músicas, ou então escute as músicas da paixão de Cristo para refletir. É tempo de dizer misericórdia, é tempo de pararmos e refletirmos como estamos diante de Deus.

Hoje é dia de jejum, e toda sexta-feira desses quarenta dias devemos fazer jejum. A Igreja é mãe, para quem tem de mais 60 anos ela libera o jejum. Quem está sob prescrição médica não tem como fazer jejum, mas quem tem saúde a partir de hoje é dia de jejum.

O que fazemos no tempo da quaresma?
Existem três práticas que devemos fazer no período da quaresma:

1ª prática é a esmola.
Somos egoístas e pensamos somente em nós, acumulamos muitas coisas e não pensamos naqueles que precisam. Tem mulher que tem tanto sapato guardado, roupas... Na Canção Nova fazemos o retiro da boa morte, na primeira quarta-feira do mês pegamos tudo aquilo que está acumulado e doamos para quem precisa.

2ª prática é o jejum.
Fazemos o jejum, nos abstemos de comer, e o que fazer com a comida que eu não como? Tenho que doar o que eu não como para quem não tem. De repente faço aquele jejum, deixo a comida na geladeira, a comida estraga e depois jogo no lixo. Tem gente que faz penitência de não comer chocolate, mas quando ganha o chocolate, guarda para comer na páscoa, de que adiantou? Precisa doar para quem não tem.

3ª prática é a oração.
Estamos no tempo de rezar. Quem não reza, está na hora de rezar; quem já reza, precisa rezar mais, ler a Sagrada Escritura. Peça ao Espírito Santo para te inspirar.

Precisamos fazer essas coisas porque somos pecadores. Se não tivermos esses quarenta dias de reflexão, vamos achar que está tudo bem na nossa vida. Quaresma é tempo de silêncio. Vamos entrar no clima de oração e reflexão e vamos ver como estamos de verdade.

O Papa Bento XVI fala em sua mensagem da Quaresma: "Comentando a ordem divina, São Basílio observa que "o jejum foi ordenado no Paraíso", e "o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão". Portanto, ele conclui: O 'não comas' é, portanto, a lei do jejum e da abstinência". Resumindo, ele diz que a prática do jejum nos leva a confiar em Deus e a evitar o pecado. O jejum deve nos levar a tomarmos consciência da necessidade do próximo.
Fonte: CN